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Correios recorrem ao TST para acabar com a greve
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CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA
Atualizado às 12h29.
Os Correios e os grevistas resolverão no TST (Tribunal Superior do Trabalho) os termos do fim da paralisação. Na manhã desta sexta-feira, os funcionários em greve realizaram assembléias em vários Estados do país e decidiram pela manutenção da greve.
As reuniões dos trabalhadores para definir os rumos da negociação foram marcadas depois que a empresa fez novas propostas, na tarde de quinta.
Bancários e funcionários dos Correios em greve fazem passeata
Em nota, os Correios informaram que será feita uma audiência de conciliação para que as partes cheguem a uma decisão judicial.
"Os Correios, depois de esgotar todas as tentativas diretas de acordo com a representação dos trabalhadores, não encontraram outra alternativa a não ser propor a conciliação junto ao Tribunal Superior do Trabalho".
A empresa ainda afirmou estar aberta "ao diálogo" e pediu que os trabalhadores avaliem novamente a proposta dos Correios, com o objetivo de concluir o Acordo Coletivo de Trabalho 2011-2012.
De acordo com José Gonçalves de Almeida, diretor da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Telégrafos e Similares), a federação ainda não foi oficialmente notificada a respeito da ação judicial.
Os funcionários estão em greve há duas semanas. A estimativa dos Correios é que cerca de 20% dos trabalhadores ainda estejam parados. A carga em atraso é de 120 milhões de correspondências.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Na tarde de ontem (29), diretores dos Correios e membros da Fentect se reuniram, em Brasília, para negociar os pontos de discórdia das propostas de cada parte.
Os maiores impasses são sobre duas questões.
O primeiro, sobre o pagamento dos dias parados --os funcionários propõem que não haja desconto e comprometem-se a trabalhar nos finais de semana e em fazerem hora extra para compensar a carga acumulada.
Os Correios querem descontar os dias de greve e propuseram o parcelamento do desconto sobre esses dias.
O segunda, sobre o aumento salarial linear. A Fentect quer incremento de R$ 200, a ser pago a partir da data base de 1º de agosto, ou incorporação de abono de R$ 800 ao salário total.
Os Correios propõem aumento de R$ 80, a partir de janeiro de 2012 e abono imediato de R$ 500.
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