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01/10/2011 - 10h30

Light e Cemig negociam comprar 10% de Belo Monte

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LEILA COIMBRA
DO RIO

As empresas de energia Light e Cemig negociam sua entrada no capital da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, um projeto de R$ 26 bilhões.

As duas elétricas ficarão com os 10% que hoje estão nas mãos de empreiteiras, que deixarão a usina e passarão apenas a prestar serviços de construção do projeto.

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A Light ficará com a parte das construtoras Galvão Engenharia, Contern, Cetenco, Serveng, J. Malucelli e Mendes Junior. Juntas, elas detêm 7,5% do consórcio, mas 5% vão para a Light e 2,5% serão absorvidos pela Funcef --fundo de pensão dos funcionários da Caixa.

A Cemig (principal acionista da Light) ficará com os 5% que estão nas mãos da OAS e da Queiroz Galvão. E a empreiteira Andrade Gutierrez, por sua vez, que lidera o consórcio construtor de Belo Monte, possui 33% da Cemig.

Uma reunião decisiva sobre o assunto ocorrerá terça-feira, disse à Folha uma fonte próxima às negociações.

Chegou-se a cogitar que a Neoenergia, empresa que faz parte de Belo Monte via a Bolzano Participações, elevasse sua fatia no projeto.

Com a Light e a Cemig, o trio faria com que a usina tivesse finalmente uma grande participação de empresas elétricas em seu capital. Mas o grupo espanhol Iberdrola, controlador da Neoenergia, vetou o negócio.

Desde que teve sua concessão licitada, em abril de 2010, Belo Monte teve um verdadeiro vaivém societário. Logo após o leilão, a Eletrobras dividiu a fatia da Chesf, líder do consórcio que arrematou a concessão da usina (com 49,98% da sociedade), entre ela própria e outra subsidiária sua, a Eletronorte.

Em seguida, fundos de pensão ligados a empresas estatais --como Petros (Petrobras), Funcef e Previ (Banco do Brasil), este último via sociedade de propósito específico-- entraram na usina.

Houve também uma longa negociação para que a Vale fizesse parte do projeto, que precisava, na sua composição, de autoprodutores (empresas que utilizam a energia produzida pela usina para seu consumo próprio).

A mineradora acabou comprando, por R$ 2,3 bilhões, a parte da Bertin, que estava passando por dificuldades financeiras.

 

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