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Trabalhadores e Correios se reúnem no TST para discutir greve
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RENATO MACHADO
DE BRASÍLIA
Representantes dos trabalhadores dos Correios preparam para esta terça-feira uma grande manifestação em Brasília. O ato vai acontecer no mesmo dia em que uma audiência de conciliação entre as partes no TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai tentar encerrar a greve, que completa 21 dias hoje.
A greve pode ser encerrada ainda nesta terça-feira, caso haja avanço nas negociações durante a audiência, já que os sindicatos da categoria vão realizar assembleias no fim da tarde para analisar possíveis propostas.
Pela manhã, a Fentect (Federação dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) espera reunir mil trabalhadores de diversas regiões do país, em frente ao prédio sede da empresa. No último protesto em frente ao prédio dos Correios, a entrada foi bloqueada para evitar que os trabalhadores que não aderiram ao movimento entrassem.
Os trabalhadores devem em seguida se encaminhar ao TST para acompanhar a audiência. Segundo a Fentect, o principal entrave atual nas negociações é a data em que vai vigorar o aumento real.
"Nós queremos o ganho real a partir de agosto e não a partir de janeiro do ano que vem. Se houver propostas, nós vamos levar para a assembleia, mas por enquanto a greve continua", disse o secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Os trabalhadores querem incremento de R$ 200, a ser pago a partir da data base de 1º de agosto, ou incorporação de abono de R$ 800 ao salário total.
Os Correios, por sua vez, propõem aumento de R$ 80, a partir de janeiro de 2012, e abono imediato de R$ 500.
Outra reivindicação é uma compensação para o corte no salário de setembro dos dias parados.
Na sexta-feira da semana passada, os trabalhadores obtiveram uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região que impedia a empresa de efetuar cortes no ponto dos funcionários. A empresa afirma não ter sido notificada.
A assessoria de imprensa do TRT, no entanto, afirma que a decisão vale apenas para o Tocantins e Distrito Federal, as duas unidades da federação que integram a 10ª Região.
Os Correios estimam que 23% dos 107 mil funcionários estejam em greve atualmente --o sindicato fala em perto de 70%.
O último balanço da empresa aponta 120 milhões de objetos estão com a entrega atrasada --o que corresponde a 35% do total. Os Correios afirmam que a demora na entrega está atualmente entre três e quatro dias.
Os Correios afirmam que entregaram 13 milhões de objetos no último fim de semana, durante o mutirão realizado pelos funcionários que não estão em greve. Desde o início dessas ações, foram entregues 25 milhões de cartas e demais correspondências.
| Rahel Patrasso - 30.set-11/Frame | ||
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| Funcionários dos Correios e bancários durante manifestação conjunta no centro de São Paulo, na sexta (30) |
BANCÁRIOS
Os bancários, por sua vez, prometem intensificar o movimento grevista, que completa oito dias hoje. "Queremos quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira).
Os bancários pedem 12,8% de aumento sobre pisos e salários, além de ampliação dos ganhos nas participações nos lucros, entre outras exigências. Os banqueiros ofereceram 8%. A proposta foi rejeitada.
O comando nacional de greve reclama do "silêncio" da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Segundo a Contraf (federação dos trabalhadores), a entidade patronal não manifestou, até agora, intenção de retomar as negociações.
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