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Bolsas europeias desabam e Bovespa cai 1,3%; dólar vale R$ 1,87
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 12h13.
Sem solução à vista para os problemas da Grécia, os investidores dispararam ordens de venda nas Bolsas de Valores da Europa, dos EUA e do Brasil. Enquanto isso, a taxa de câmbio voltou a bater em R$ 1,90, mas cedeu novamente.
Ontem, o Banco Central avisou que realizaria na jornada de hoje um novo leilão de "swap" cambial (o equivalente a uma operação de venda de dólares, mas no mercado futuro).
O índice Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recua 1,34%, aos 50.112 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,40 bilhões.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,876, em queda de 0,84%. A taxa de risco-país marca 294 pontos, número 2,79% acima da pontuação anterior.
Há recursos até novembro e problemas com deficit, diz ministro grego
Produção industrial desacelera e se distancia do recorde
As principais Bolsas europeias operam com perdas de 3,33% (Londres), 2,32% (Paris) e 4,1% (Frankfurt). Nos EUA, a Bolsa de Nova York retrocede 1,10%.
Entre as notícias que têm impacto nos negócios de hoje, especialistas destacam o cancelamento de uma importante reunião dos ministros das Finanças da zona do euro, marcada para o próximo dia 13, quando poderia haver o anúncio de um novo pacote de socorro financeiro à Grécia.
Uma nova reunião foi remarcada para novembro, e o novo pacote foi postergado para uma data indefinida. A chamada 'troika' (BCE, UE e FMI) disse que precisa de mais tempo para formular sua decisão.
"A contínua tensão em torno do assunto tem pressionado o setor bancário e as notícias a cerca das crescentes dificuldades enfrentadas por alguns bancos europeus para obter financiamento deprimem o apetite por risco ao redor do mundo", anota a equipe de análise da Banif Investimentos, em relatório distribuído nesta manhã.
Nos EUA, o presidente do banco central, Ben Bernanke, advertiu ao Congresso que não promovesse cortes drásticos nos gastos públicos num momento em que a economia está enfraquecida. Ele admitiu que o nível de atividade está mais vagaroso do que o próprio Federal Reserve esperava.
Entre os indicadores mais importantes do dia, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que as novas encomendas ao setor manufatureiro sofreram uma contração de 0,2% em agosto, após uma forte alta de 2,1% em julho. Economistas do setor financeiro projetavam um incremento ainda que modesto de 0,2%.
No front doméstico, o IBGE apontou uma queda de 0,2% para a produção industrial brasileira em agosto, ante um crescimento de 0,3% registrado em julho. Alguns analistas estimavam uma parada ainda mais brusca: um recuo de 0,4%.
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