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Bovespa recua 1,5%; dólar marca R$ 1,89 após intervenção do BC
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DE SÃO PAULO
Os problemas da Grécia e as possíveis consequências para o sistema bancário europeu ainda assombram os mercados financeiros. Com forte participação de investidores estrangeiros, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) também sofre as consequências.
O índice Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, retrocede 1,53%, aos 50.014 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,28 bilhões.
O dólar comercial é negociado por R$ 1,890, em queda de 0,10%. A taxa cambial já atingiu R$ 1,902 no pico do dia, mas cedeu sob nova intervenção do Banco Central: a autoridade monetária repassou US$ 1,6 bilhão em contratos de "swap" cambial, o equivalente à venda de dólares no mercado futuro.
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As principais Bolsas europeias encerraram os negócios com desvalorizações de 2,58% (Londres), 2,60% (Paris) e 2,97% (Frankfurt).
Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,93%.
Entre as notícias que têm impacto nos negócios de hoje, especialistas destacam o cancelamento de uma importante reunião dos ministros das Finanças da zona do euro, marcada para o próximo dia 13, quando poderia haver o anúncio de um novo pacote de socorro financeiro à Grécia.
Uma nova reunião foi remarcada para novembro, e o novo pacote foi postergado para uma data indefinida. A chamada 'troika' (BCE, UE e FMI) disse que precisa de mais tempo para formular sua decisão.
Nos EUA, o presidente do banco central, Ben Bernanke, advertiu ao Congresso que não promovesse cortes drásticos nos gastos públicos num momento em que a economia está enfraquecida. Ele admitiu que o nível de atividade está mais vagaroso do que o próprio Federal Reserve esperava.
Entre os indicadores mais importantes do dia, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que as novas encomendas ao setor manufatureiro sofreram uma contração de 0,2% em agosto, após uma forte alta de 2,1% em julho. Economistas do setor financeiro projetavam um incremento ainda que modesto de 0,2%.
No front doméstico, o IBGE apontou uma queda de 0,2% para a produção industrial brasileira em agosto, ante um crescimento de 0,3% registrado em julho. Alguns analistas estimavam uma parada ainda mais brusca: um recuo de 0,4%.
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