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04/10/2011 - 19h08

Greve dos bancários chega ao 8º dia sem perspectiva de acordo

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DE SÃO PAULO

Atualizado às 20h20.

A greve dos bancários terminou seu oitavo dia sem avanços entre as partes. De acordo com a Contraf-CUT (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 8.328 agências ficaram fechadas no país nesta terça-feira --42% do total. Há, no Brasil, cerca de 20 mil agências bancárias.

O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo, divulgou hoje uma nota oficial criticando os bancos "por não retomarem as negociações para apresentar nova proposta aos trabalhadores".

Após acordo, funcionários dos Correios devem aprovar retorno

"Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações", diz o comunicado.

"Desde o início reafirmamos nossa disposição para o diálogo, que consideramos o melhor caminho para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Segundo a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), o diretor de relações do trabalho da entidade, Magnus Apostólico, não tratou do assunto hoje. Apostólico, que está à frente das negociações, estava em Brasília em uma audiência do TST (Tribunal Superior do Trabalho) sobre terceirização.

IMPASSE

A greve começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela federação dos bancos, que representa 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações, entre outros pontos.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

CORREIOS

Os representantes dos trabalhadores dos Correios e diretores da empresa chegaram a um acordo na tarde desta terça-feira para encerrar a greve no setor, que está completando 21 dias.

Agora a maioria dos 35 sindicatos da categoria precisam aprovar a proposta nas assembleias para encerrar a paralisação --as assembleias devem acontecer na quarta-feira (5) e o retorno ao trabalho no dia seguinte, caso aprovado. O comando nacional vai orientar os sindicatos pela aceitação da proposta.

O acerto entre as partes foi fechado durante audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília.

O acordo firmado estabelece a reposição salarial da inflação de 6,87% e mais um reajuste linear de R$ 80 a partir de outubro. Esse era um dos principais pontos de discórdia, uma vez que os trabalhadores queriam o ganho real linear para agosto e os Correios concordavam em pagar apenas em janeiro.

 

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