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05/10/2011 - 09h51

Em greve, bancários dizem que rotatividade reduz salários em 38%

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DE SÃO PAULO

A rotatividade nos bancos reduziu os salários entre admitidos e desligados em 38,39% no primeiro semestre deste ano, mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Dieese e pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Segundo a pesquisa, a remuneração média dos desligados foi de R$ 4.054,14, enquanto que a dos admitidos ficou em R$ 2.497,79. Os bancos fizeram 30.537 admissões e 18.559 desligamentos no período.

A categoria está em greve. A paralisação completa hoje o nono dia sem uma nova reunião agendada entre as partes.

"Além de provocar milhares de demissões, a política de rotatividade dos bancos privados é nociva para a renda dos bancários", avalia o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

Para ele, a diferença nos salários entre admitidos e desligados é "perversa para a categoria, pois piora a qualidade do emprego e da renda e só favorece os bancos".

A pesquisa foi feita com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego

PARALISAÇÃO

A greve começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela federação dos bancos, que representa 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações, entre outros pontos.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
 

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