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Dólar fecha abaixo de R$ 1,80; Bovespa acentua ganhos
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 17h17.
O dólar comercial (usado para exportações e importações) foi negociado por R$ 1,786 --em queda de 2,51%-- pela primeira vez abaixo de R$ 1,80 em 15 dias.
No mês, a taxa de câmbio já acumula uma desvalorização de 5%, mas no ano há um incremento de 7,2%.
Para turistas e viajantes, o dólar foi vendido por R$ 1,900 (baixa de 3%) e comprado por R$ 1,710 nas casas de câmbio paulistas.
Ainda operando, a Bovespa tem alta de 2,63%, aos 52.353 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,47 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,28%.
Os preços da moeda americana seguiram na direção contrária das Bolsas de Valores, num momento de menor aversão ao risco dos mercados.
Muitos analistas se animaram com a perspectiva de que a União Europeia coordene os esforços dos governos locais para salvaguardar o setor bancário local, ameaçada pelo (cada vez mais) possível "default" da Grécia.
"Propomos aos Estados membros [da União Europeia] uma ação coordenada para recapitalizar os bancos, e eliminar os ativos podres que possam ter", disse o presidente da Comissão Europeia (o braço executivo da UE, José Manuel Durão Barroso.
O Banco Central optou por novamente ficar ausente dos negócios no segmento de câmbio, após duas sessões consecutivas em que vendeu dólares (no mercado futuro).
JUROS FUTUROS
Entre as principais notícias do dia, chamou a atenção dos agentes financeiros a alta surpreende da inflação, medida pelo IGP-DI. Esse índice apontou uma variação de 0,75% em setembro, ante 0,61% e uma deflação de 0,05% em julho. Em 12 meses, o IGP-DI variou 7,45% e no ano, 4,30%. Economistas do setor financeiro esperavam um alta de 0,65% para setembro.
"Estamos passando pelo pior momento inflacionário do país [mas] a tendência é de melhora na margem dos preços ao consumidor. Faço questão de reforçar essa questão --de que os preços irão desacelerar em 12 meses", comentou André Perfeito, da Gradual Investimentos.
Mas no mercado futuro de juros da BM&F, as taxas projetadas voltaram a subir com força. Para janeiro de 2012, a taxa prevista avançou de 11,14% ao ano para 11,17%. Para janeiro de 2013, o juro previsto passou de 10,22% para 10,36%. Esses números são preliminares e ainda estão sujeitos a ajustes.
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