Publicidade
Publicidade
Shell comprará petróleo que OGX produzirá em Campos
Publicidade
DA REUTERS
A OGX fechou com a Shell a venda de 1,2 milhão de barris de petróleo que será produzido a partir do campo de Waimea, na bacia de Campos, informou a petroleira brasileira nesta quinta-feira.
Com a chegada da sua primeira plataforma tipo FPSO, nesta quinta-feira, no Rio, a OGX começará a produzir petróleo entre novembro e dezembro e prevê uma média de produção de 33 mil a 40 mil barris diários em 2012, uma meta considerada conservadora.
"A celebração do contrato de comercialização de nosso primeiro óleo com uma major company como a Shell atesta não só a qualidade do petróleo descoberto pela OGX na bacia de Campos, mas também a capacidade de execução das equipes de Exploração, Produção e Comercialização da Companhia", comentou o presidente do grupo EBX, Eike Batista, por meio de nota à imprensa.
Segundo comunicado ao mercado, o preço fechado entre as duas companhias representa um desconto médio de US$ 5,5 em relação ao Brent.
O contrato de venda é dividido em dois carregamentos de 600 mil barris cada um.
A previsão é iniciar um teste de longa duração por cerca de cinco meses no campo de Waimea, com um produção diária média de 15 mil a 20 mil barris por dia.
Depois, a expectativa é aumentar o volume, em abril ou maio, para 45 mil barris a 50 mil barris diários, com a interligação de mais dois poços produtores à plataforma, disse o diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça, a jornalistas na Offshore Technology Conference Brasil (OTC Brasil 2011), no Rio, nesta quinta-feira.
"Isso que temos nenhuma empresa fez: iniciar produção em dois anos após a descoberta", afirmou o diretor-geral.
A meta da empresa de Eike Batista, apresentada ao mercado, é que a produção aumente para 165 mil barris diários em 2013; 730 mil barris em 2015; e 1,38 milhão em 2019.
A OGX e a Shell também assinaram acordo para buscar oportunidades em logística, compra e venda de petróleo, gás natural e desenvolvimento de novos negócios, segundo um comunicado divulgado ao mercado.
A Shell já produz petróleo no Brasil a partir do campo Parque das Ostras, também na bacia de Campos.
NOVAS DESCOBERTAS
A OGX, segundo Mendonça, alcançou 90% de sucesso exploratório, um percentual três vezes superior ao da média mundial.
Dos 62 poços que perfurou, a empresa descobriu, segundo Mendonça, 21 campos: cinco na bacia de Santos; 14 na bacia de Santos; e dois na Parnaíba, onde encontrou grandes jazidas de gás natural.
"Muitos desses poços já são de delimitação (de reservas)", afirmou.
O diretor da OGX afirmou que está apenas na metade da campanha exploratória nas bacias de Campos e Santos. Nas bacias de Pará-Maranhão e Espírito Santo, lembrou, os trabalhos sequer começaram e na Parnaíba a empresa apenas desbravou 10% do potencial da região.
"Não paramos, vamos continuar nossa campanha e novas descobertas certamente virão", disse. "Então devemos esperar novas descobertas e novos volumes de reservas", afirmou.
Depois de Waimea, a OGX deve desenvolver, na mesma região da bacia de Campos, a descoberta de Waikiki, que deve começar a produzir até 2013.
ANADARKO
Indagado sobre a possibilidade de adquirir os blocos exploratórios que a petroleira independente Anadarko colocou à venda no Brasil, Mendonça afirmou que está analisando e tem interesse.
Entre os ativos, a empresa americana possui concessões no pré-sal, de grande interesse para as petroleiras, mas com um inconveniente apontado por Mendonça: a possibilidade de haver reservas que se espalham e vazam para outras áreas além da concessão.
"Vamos prestar atenção na possibilidade de unitização", afirmou.
O diretor também afirmou não haver necessidade de captações no momento, já que a empresa, segundo ele, tem caixa suficiente para executar sua ousada campanha exploratória. A expectativa é chegar ao final de 2013 com caixa de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão.
+ canais
+ notícias de Mercado
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- 'Eu Mexi no Seu Queijo' subverte a lógica da autoajuda
- Transforme seu pequeno negócio em uma 'micromultinacional'
- Empresas usam teorias ultrapassadas, diz autor; ouça
- Inglês e mais 7 línguas em lições de 15 min, com livro e CD. Desconto de 30%!
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Contradições marcam o progresso de Mato Grosso
- Estrangeiro avança sobre pesquisa mineral no país
- Donas de lojas de grife gastam até R$ 5 mi em coleções e oferecem serviço VIP a clientela
- Teles reagem a 'intervenção' do governo
- Dobra procura por carros em SP no primeiro sábado de IPI reduzido
+ Comentadas
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV