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10/10/2011 - 16h08

Para reduzir estoques, Volks dá férias coletivas no PR

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ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

Atualizado às 19h53.

Dois dos três turnos da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba) entraram em férias coletivas de duas semanas nesta segunda-feira (10).

O objetivo é ajustar o volume de produção e reduzir a quantidade de carros no pátio da fábrica, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba.

Com férias coletivas, produção de veículos recua 20% em setembro
Estoque de veículos cai, mas ainda equivale a 36 dias de vendas

A unidade já havia interrompido a produção por uma semana no mês passado, devido ao elevado estoque de veículos. O pátio, porém, "continua cheio", segundo o coordenador da comissão de fábrica, Gilberto Fernandes Corrêa.

A Volks não informa quantos carros estão no local. Afirma apenas que a suspensão das atividades "é uma flexibilização da produção para manter os estoques adequados à demanda atual".

Apenas o primeiro turno está funcionando normalmente --os outros dois turnos estão parados. No total, 1.700 funcionários entraram em férias coletivas, de um total de 3.600, segundo a Volks. O setor administrativo continua trabalhando normalmente.

Nos cálculos do sindicato, a produção mensal da fábrica cairá 30% em outubro. Cerca de 540 carros deixarão de ser produzidos por dia.

A unidade da Volks no Paraná é responsável por cerca de 25% da produção da montadora no país. Lá, são produzidos os modelos Golf, Fox, Fox Exportação e CrossFox.

ESTOQUES

Em setembro, os estoques de veículos no país atingiram 36 dias de vendas, segundo dados divulgados na semana passada pela Anfavea (associação das montadoras).

Em agosto, o número era de 37 dias, o maior desde novembro de 2008 (56 dias), no auge da crise econômica mundial.

Para a Anfavea, porém, o número não é elevado e está "adequado à nova configuração do mercado brasileiro". "Aumentamos muito o número de concessionárias --e cada uma delas precisa ter um estoque mínimo-- e o de modelos [à venda no país]", afirma Luiz Moan, vice-presidente da entidade.

 

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