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BMW propõe fábrica no Brasil em troca de IPI mais baixo
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LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO
Atualizado às 19h19.
A BMW propôs ao governo brasileiro construir uma fábrica da montadora alemã no Brasil, mas quer uma redução no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre seus carros.
O IPI e os princípios da anterioridade e da noventena
O governo aumentou em 30 pontos percentuais o tributo cobrado sobre carros importados, como forma de defender os carros nacionais. A elevação do tributo foi anunciada no dia 15 de setembro.
O presidente da BMW Group Brasil, Henning Dornbusch, apresentou nesta terça-feira ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) o projeto de instalação da fábrica, cujos detalhes não foram divulgados.
Segundo o ministério, Pimentel prometeu encaminhar a discussão dentro do governo. O ministro já havia dito que, diante da apresentação de projetos, o governo avaliaria a flexibilização da cobrança do IPI maior.
O ministro tinha afirmado que o atual modelo "não se adapta a essas [montadoras] que querem vir [para o país]". Por essa razão, é preciso regra de "transição" que "absorva as indústrias".
Outras montadoras, como a japonesa Nissan e a chinesa Jac Motors, também manifestaram interesse em construir fábricas no Brasil após a medida.
MOTIVOS
Uma das razões do aumento do IPI foi a entrada dos carros chineses a baixo custo. No mercado desde março, o modelo J3 da chinesa JAC Motors tinha passado no começo de outubro de 20 mil unidades vendidas a R$ 37.900 -com vários itens não disponíveis em concorrentes fabricados no país.
Apesar disso, o Palácio do Planalto chegou à conclusão de que, sem uma regra de transição, dificilmente atrairá mais montadoras.
Matéria da Folha no fim de setembro informou que a Dilma deu sinal verde para aliviar montadoras do imposto mais alto desde que instalem unidades no Brasil e se comprometam com um cronograma escalonado para atingir no médio prazo 65% de componentes locais.
A alta foi de 30 pontos percentuais nas alíquotas de carros e caminhões que tenham menos de 65% de componentes nacionais. Antes, o IPI sobre os importados variava de 7% a 25% e, com a medida, passou para 37% a 55%.
| Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress | ||
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