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12/02/2012 - 12h47

Oposição na Venezuela segue rumo a eleições livres, mas não justas

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DA ENVIADA ESPECIAL A CARACAS

A oposição na Venezuela faz neste domingo inéditas primárias para escolher o adversário de Hugo Chávez em 7 de outubro.

Reunidos na coalizão MUD (Mesa da Unidade Democrática), os opositores vivem seu melhor momento em 13 anos de chavismo. É o que informa a enviada especial da Folha a Caracas Flávia Marreiro no podcast a seguir.

Ouça

No áudio acima, porém, a jornalista diz que o que vem pela frente não é nada fácil. Isso porque Chávez ainda é o político mais popular do país, hoje ainda favorito para outubro.

O mandatário venezuelano, portanto, é um adversário forte que será confrontado em eleições livres --ainda que certamente não justas.

"Como se sabe, o presidente pode, a hora que quiser, convocar uma cadeia de rádio e TV para promover seus novos programas sociais. Ou até para baixar o preço do desodorante, como fez na semana passada", diz a enviada especial.

"Depois de reconhecer a legitimidade do chavismo, será necessário agora se conectar com a fatia mais pobre do novo país que emergiu em 13 anos de governo, com novas demandas de proteção social, igualdade e de representação", completa.

 

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