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08/11/2011 - 18h39

Vídeos mostram ação da polícia na USP; veja

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DE SÃO PAULO

Vídeo

A Polícia Militar divulgou imagens da reintegração da reitoria e da ação ocorrida na manhã desta terça-feira na USP.

O primeiro trecho do vídeo mostra o interior do prédio após a saída dos alunos e a resistência de pessoas que não estavam envolvidos na desocupação.

No segundo trecho, imagens divulgadas na internet por alunos, mostra duas pessoas tentando sair da moradia dos alunos na USP e sendo impedidos por PMs.

Veja imagens da reintegração de posse na USP
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REINTEGRAÇÃO DE POSSE

A reintegração de posse do prédio da reitoria da USP ocorrreu por volta das 5h desta terça-feira. Segundo a PM, os estudantes estavam dormindo quando a operação começou. Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM foram acionados, além de um helicóptero Águia e de policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Os militares, portando cassetetes e escudos, fizeram um cordão de isolamento ao redor do prédio e retiraram os estudantes, que não resistiram à prisão. O prédio foi entregue pela polícia a um oficial de Justiça, já que a operação foi motivada por um mandado judicial.

Rahel Patrasso/Frame/Folhapress
Estudantes que haviam invadido a reitoria da USP são rendidos por policial militares
Estudantes que haviam invadido a reitoria da USP são rendidos por policial militares; 70 alunos foram detidos

ASSEMBLEIA

Os estudantes haviam decidido, em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (7), manter a ocupação, apesar do fim do prazo dado pela Justiça para deixarem o local --que terminou às 23h de ontem.

Após a votação, alguns estudantes agrediram jornalistas. Um cinegrafista caiu após ser empurrado e um fotógrafo teve a câmera arrancada e machucou as mãos --ele foi levado ao hospital.

Eduardo Anizelli-7.nov.11/Folhapress
Grupo que ocupa reitoria da USP entra em confronto com membros da imprensa; prazo para desocupação acabou às 23h
Grupo de estudantes que invadiu a reitoria da USP entra em confronto com jornalistas na noite de segunda (7)

Mais cedo, às 18h, uma reunião de negociação entre representantes da reitoria e alunos terminou em impasse.

O superintendente de relações institucionais da USP, Wanderley Messias da Costa, chegou a deixar a sala onde ocorria o encontro.

A proposta apresentada à tarde pela universidade previa que os alunos e funcionários não fossem punidos por participar da invasão.

A reitoria também manteve a oferta de criar grupos para discutir o convênio com a PM --principal motivo da invasão-- e revisar processos administrativos contra estudantes.

Os alunos, no entanto, consideraram a proposta insuficiente, já que havia chance de novos processos caso ficasse provado que houve vandalismo no prédio invadido.

HISTÓRICO

Os acontecimentos que levaram à ocupação da reitoria tiveram início no dia 27 de outubro, quando três alunos da USP foram detidos por posse de maconha. Houve reação de colegas, que investiram contra a PM. Policiais usaram bombas de efeito moral e cassetetes para levar os rapazes à delegacia --depois eles foram liberados.

Na mesma noite, um grupo de cem estudantes invadiu um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Na terça passada, mais de mil alunos realizaram uma assembleia que decidiu, por 559 votos a 458, pela desocupação do edifício.

A minoria derrotada, porém, decidiu invadir a reitoria. A USP toda tem cerca de 82 mil alunos (50 mil só na Cidade Universitária).

 

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