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05/01/2012 - 08h00

Não temos para onde ir, diz viciado expulso da Cracolândia

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DE SÃO PAULO

Veja vídeo

Imagens: Carlos Cecconello e Felix Lima / Edição: Douglas Lambert

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A operação da Polícia Militar deflagrada anteontem na cracolândia, região central de São Paulo, ocorreu sem que um complexo voltado para usuários de crack, com equipamentos de saúde, fosse inaugurado pela prefeitura.

O espaço, cuja abertura está prevista para apenas daqui a 30 dias, terá um centro de convivência para 1.200 pessoas e albergues. O complexo terá também um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e um posto de saúde.

Como consequência da ação da PM, usuários de crack se espalharam por outras áreas da cidade.

Um dependente do crack ouvido pela reportagem da TV Folha relatou que os viciados estão sem rumo e seguem circulando pelas adjacências da Cracolândia.

Especialistas consideraram a ação da PM "higienista". Dizem que ela atrapalha o trabalho dos agentes de saúde, que buscam criar vínculos com os usuários para encaminhá-los para tratamento. Leia a cobertura completa sobre o caso na Folha desta quinta-feira --cujo acesso ao conteúdo na íntegra é exclusivo para assinantes.

 

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