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Polícia agride repórter e manifestantes na Marcha da Maconha em SP; veja
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 18h40.
Com balas de borracha e bombas de efeito moral, a Polícia Militar perseguiu por 3 km cerca de 700 pessoas que protestavam contra a proibição da Marcha da Maconha na tarde deste sábado (21) em São Paulo.
Durante a cobertura do protesto, o repórter da TV Folha Felix Lima foi agredido e teve seu equipamento danificado pela Guarda Civil Metropolitana.
Apesar de estar identificado com crachá, Lima recebeu um jato de spray de pimenta em seu rosto e na lente do equipamento.
A avenida Paulista e a rua da Consolação foram tomadas pelos manifestantes, pela PM e pela fumaça das bombas, que irrita os olhos e faz arder pele e garganta.
Seis pessoas foram detidas e ao menos duas se feriram. Os detidos foram liberados no início da noite.
A marcha estava proibida por ordem judicial, dada na sexta-feira.
OUTRO LADO
A PM atribuía a ação à necessidade de cumprir ordem judicial. Oficialmente, a corporação disse que a reação se deveu à iminência de briga entre manifestantes e "skinheads".
De acordo com o capitão Xavier, que acompanhou a ação policial neste sábado, os policiais são orientados sempre a agir dentro da legalidade, em defesa da vida e da dignidade humana.
"O policial sempre deve agir com os meios necessários para conter uma injusta agressão", afirmou, dizendo não poder opinar sobre a agressão flagrada pela Folha por não ter visto a imagem.
Na operação desta sábado foram acionados policiais da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), da Força Tática e das 1ª e 3ª companhias do 7º Batalhão da PM.
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela GCM, informou que "todas as denúncias de excesso são apuradas pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana" e que "o ocorrido citado pela reportagem será apurado".
Veja imagens do protesto na av. Paulista
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