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08/11/2011 - 11h45

Países alertam que Itália é grande demais para receber resgate

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Com o aumento das preocupações sobre a saúde financeira e econômica italiana, autoridades da Finlândia e da Áustria alertaram nesta terça-feira que a Itália é um país excessivamente grande para ser resgatado em um pacote de ajuda, a exemplo do que está sendo feito com a Grécia.

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O primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, disse que a Itália é um país grande demais para ser resgatado por um programa de ajuda. "É difícil ver que nós na Europa teríamos os recursos para colocar um país do tamanho da Itália em um programa de resgate", afirmou em discurso no Parlamento.

Em relação à política nacional, Katainen ressaltou que, embora as finanças públicas da Finlândia estejam sólidas, o envelhecimento de sua população irá piorar a situação, e o governo está preparado para introduzir medidas de austeridade e reformas estruturais.

Ecoando a visão do finlandês, a ministra austríaca da Economia, Maria Fekter, afirmou que, devido ao tamanho da Itália, Roma deve adotar medidas de ajuste fiscal para não precisar de um resgate europeu, a exemplo dos gregos.

"A Itália sabe que, por seu tamanho, não pode receber ajuda externa", afirmou Fekter aos jornalistas antes de uma reunião de ministros da União Europeia em Bruxelas. "Por isto a Itália deve fazer sacrifícios".

INCERTEZAS

Com as dúvidas latentes sobre a possibilidade do governo do premiê Silvio Berlusconi cumprir as metas de redução do deficit público, os investidores fugiam nesta sessão do mercado da dívida italiana, o que levou as taxas de juros dos títulos a dez anos a um novo recorde desde a instauração da zona do euro.

O rendimento dos títulos italianos alcançava 6,73%, um nível insustentável para a enorme dívida do país. Além disso, a nota de risco da Itália alcançou um novo pico histórico, com 495 pontos básicos, chegando a níveis inacessíveis para o financiamento da economia nacional com normalidade.

O premiê italiano, Silvio Berlusconi, enfrenta nesta terça-feira uma votação crítica no Parlamento para seu futuro político, sendo que, segundo a imprensa local, ele não tem garantida a maioria dos votos.

Georges Gobet/France Presse
O premiê italiano, Silvio Berlusconi, durante encontro de chefes de Estado da zona do euro domingo, em Bruxelas
O premiê italiano, Silvio Berlusconi, durante encontro de chefes de Estado da zona do euro domingo, em Bruxelas

A votação-chave sobre o Orçamento, em meio ao temor de que o país seja a próxima vítima da crise na zona do euro, pode indicar se Berlusconi, que já sobreviveu a mais de cinquenta votos de confiança, de acordo com a BBC, mantém ou não o apoio da maioria parlamentar.

Durante o fim de semana, ocorreram deserções da base do primeiro-ministro, o que fez pessoas próximas a Berlusconi concluírem que as contas do Estado não serão aprovadas, segundo o jornal espanhol "El País".

Um parecer negativo no Parlamento pode fazer com que Berlusconi se veja obrigado a renunciar. Ele enfrenta grande pressão e perdeu o apoio de parte da bancada governista em meio à crescente crise política e econômica que ameaça desestabilizar ainda mais a economia europeia.

 

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