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Vice-presidente peruano se afasta do cargo, mas nega renunciar
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DA EFE, EM LIMA
O segundo vice-presidente do Peru, Omar Chehade, pediu licença do cargo na terça-feira, mas não renunciou, como havia aconselhado o presidente Ollanta Humala.
Em seu primeiro pronunciamento desde que Humala pediu sua renúncia, Chehade emitiu um comunicado no qual recorreu à presunção de inocência na investigação que o Congresso e a Promotoria realizam por delitos vinculados com um suposto tráfico de influência.
Chehade afirmou que tomou a decisão de "não exercer as funções" de seu cargo enquanto essas investigações continuarem. O comunicado foi emitido dois dias depois que Humala lhe aconselhou a "dar um passo para trás" para facilitar as investigações e deixar de afetar o governo.
Segundo uma investigação jornalística, Chehade se reuniu no mês passado com vários chefes da polícia para coordenar o despejo dos trabalhadores da empresa açucareira Andahuasi, que a administram por ordem judicial, para entregar a companhia ao grupo empresarial Wong, um dos acionistas em conflito.
| Enrique Castro-Mendivil/Reuters | ||
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| Omar Chehade, que decidiu se afastar do cargo de vice-presidente, discursa no Congresso em Lima |
A Subcomissão de Acusações Constitucionais do Parlamento aprovou na segunda-feira passada (31) a abertura de uma investigação contra Chehade por suposta infração constitucional e suposta comissão dos delitos de patrocínio ilegal, suborno ativo genérico e tráfico de influência.
O vice-presidente disse que tomou sua decisão "para atender a sugestão do presidente da República", a quem agradeceu "pela confiança". "Não exercerei as funções de vice-presidente, ficando aberto o caminho para que as assuma o presidente do Congresso em meu lugar".
No entanto, Chehade acrescentou que "não é pertinente formular a renúncia" por ser "inocente das acusações". Para ele, sua inocência "será confirmada" apesar "do circo midiático e linchamento político" do qual se considera vítima.
"Não vamos blindar nem apoiar a pessoa, vamos apoiar a verdade", disse Humala, garantindo que "não haverá nenhuma tentativa de pressão". O presidente ordenou ao Ministério do Interior entregar os relatórios sobre a participação dos generais da polícia envolvidos na denúncia.
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