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Reino Unido retira funcionários da embaixada de Teerã
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DA FRANCE PRESSE
O Reino Unido anunciou nesta quarta-feira a retirada dos funcionários de sua embaixada em Teerã, que foi atacada e saqueada na terça-feira por militantes islamistas ligados à ala dura do regime iraniano.
Um primeiro grupo de diplomatas viajou durante a manhã para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Os demais funcionários viajarão nas próximas horas, informaram fontes diplomáticas ocidentais.
"Após os acontecimentos de ontem, e para garantir sua segurança, funcionários estão deixando Teerã", confirmou em Londres um porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores.
A operação acontece com a colaboração da chancelaria iraniana de várias embaixadas europeias.
Dezenas de manifestantes islamitas radicais atacaram, ocuparam e saquearam na terça-feira a embaixada do Reino Unido em Teerã para protestar contra as sanções aplicadas ao Irã por seu polêmico programa nuclear.
Os funcionários diplomáticos da embaixada --quase 20 pessoas-- permaneceram em segurança dentro da representação e ninguém ficou ferido.
Os diplomatas conseguiram deixar o local após a saída dos manifestantes e foram alojados em várias embaixadas europeias.
O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, deu apoio implícito ao ataque ao afirmar nesta quarta-feira que a revolva dos manifestantes foi motivada por "várias décadas de política de dominação do Reino Unido no Irã".
"A ação precipitada do Conselho de Segurança (da ONU) para condenar os estudantes pretende cobrir os crimes passados do Reino Unido e dos Estados Unidos, quando na realidade a polícia tentou restabelecer a calma", disse Larijani, um dos partidários da linha dura dentro do regime.
Simultaneamente, quase 200 manifestantes invadiram a antiga residência diplomática do Reino Unido, onde afirmaram "proteger cidadãos estrangeiros".
O ministério das Relações Exteriores iraniano lamentou os fatos e afirmou que os autores dos saques serão levados à justiça.
Mas o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, advertiu que Londres adotará medidas e que o ocorrido constitui um "erro gravíssimo" do governo iraniano.
"Teremos consequências, e graves", disse.
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