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Na Bélgica, independentistas flamengos crescem apesar do fim da crise política
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DA EFE, EM BRUXELAS
Os independentistas flamengos do N-VA, vencedores das últimas eleições na Bélgica, mas fora da coalizão que formará o governo após quase um ano e meio da crise política, seguem crescendo e seriam com folga os mais votados do país se as eleições ocorressem hoje.
Pesquisa de intenção de voto publicada após a assinatura do acordo que levará finalmente à formação do novo executivo, o N-VA alcançaria quase 40% dos votos em Flandres, a região mais povoada da Bélgica.
Esse número seria suficiente, com certeza, para transformá-lo na maior força do Parlamento federal. Fora da futura coalizão de governo que há seis é liderada pelo socialista Elio di Rupo, os independentistas souberam aproveitar a erosão que as demais forças sofreram durante as negociações governamentais. De setembro até agora, cresceram quase quatro pontos percentuais.
Em sentido contrário, no entanto, o popular e polêmico líder, Bart De Wever, registraria pela primeira vez uma perda popularidade, com queda de 12 pontos, apesar de continuar sendo o político preferido dos flamengos.
Os analistas atribuem a redução à decepção de parte dos seguidores pelo acordo para a reforma do Estado pactuado pelas demais forças sem o N-VA, que avançará na autonomia das regiões.
Nesta semana, os seis partidos que formarão governo farão congressos para que seus militantes deem sinal verde ao acordo político que colocará fim a crise e para escolher os nomes dos ministros que formarão o Executivo.
Está previsto que o novo gabinete seja constituído na próxima semana. Pela primeira vez desde 1974, a Bélgica terá um primeiro-ministro francófono, em vez de um político de idioma neerlandês, o maior grupo linguístico do país e o que em uma hipotética cisão contaria com mais apoio.
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