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12/12/2011 - 10h43

Presidente do Congo rejeita acusações de fraude nas eleições

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DA REUTERS
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, admitiu nesta segunda-feira que houve "equívocos" no processo eleitoral do seu país, mas negou que o pleito tenha carecido de credibilidade, conforme apontaram observadores da entidade Carter Center.

Resultados provisórios divulgados na sexta-feira mostram que Kabila foi reeleito na segunda eleição congolesa desde a guerra civil de 1998-2003. Mas o resultado foi imediatamente rejeitado pelo principal candidato da oposição, Etienne Tshisekedi.

Citando um comparecimento "impossivelmente alto" nos redutos eleitorais de Kabila e votos não apurados em bastiões da oposição, o Carter Center disse no sábado que o resultado da eleição presidencial não era confiável.

"A credibilidade dessas eleições não pode ser colocada em dúvida. Houve equívocos? Definitivamente [sim], mas [o Carter Center] definitivamente foi muito além do esperado", disse Kabila a jornalistas.

Jerome Delay - 8.dez.2011/Associated Press
Um simpatizante do opositor congolês Etienne Tshisekedi é imobilizado pela polícia durante protestos
Um simpatizante do opositor congolês Etienne Tshisekedi é imobilizado pela polícia durante protestos

Como prova da transparência do processo, ele citou a sua má votação nas províncias de Kivu do Norte e do Sul, no leste do país, e disse que a declaração de vitória feita por Tshisekedi não chega a ser surpreendente.

"Estou desconfortável com os resultados? Definitivamente não. Queríamos ir melhor em algumas províncias, especialmente em Kivu do Norte e do Sul. Então perdemos em algumas e ganhamos em algumas."

"Não temos uma crise neste país", acrescentou. "Vamos permanecer calmos e continuar com as atividades do Estado no dia a dia."

Kabila manifestou também confiança em que o PIB congolês cresça na casa dos dois dígitos nos próximos dois ou três anos.

Joseph Kabila, de 40 anos, governará a República Democrática do Congo por mais cinco anos. Ele chegou ao poder em 2001, depois do assassinato de seu pai, Laurent Désire Kabila, líder da rebelião armada que derrubou o regime de Mobutu Sese Seko.

PROTESTOS

Pelo menos quatro pessoas morreram na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, desde que os resultados da eleição presidencial do país foram divulgados, na sexta-feira, indicando a reeleição do presidente Joseph Kabila.

No sábado, em meio a pedras arremessadas e pneus em chamas, moradores de um subúrbio de Kinshasa acusaram as forças de segurança de atacá-los, matando jovens e saqueando casas e lojas.

A chefia de polícia afirmou que a situação estava controlada nas duas cidades, mas admitiu que agentes de segurança mataram quatro pessoas na capital.

Ativistas de direitos humanos afirmam ainda que um civil foi morto em Mbuji-Mayi e que um líder comunitário foi assassinado no leste do país.

 

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