Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
15/12/2011 - 12h10

Palestina diz que incêndio de mesquita é declaração de guerra

Publicidade

 

DA EFE, EM JERUSALÉM

Uma mesquita foi incendiada nesta quinta-feira na aldeia de Burka, na Cisjordânia, onde foram pichadas palavras em hebraico, supostamente obra de radicais judeus. O incêndio aconteceu poucas horas depois que o Exército israelense demoliu duas construções não autorizadas em território judaico ilegal.

De acordo com as fontes municipais, os rebeldes incendiaram dois andares do prédio, danificando tapetes e cadeiras.

A ANP (Autoridade Nacional Palestina) considerou o ato uma verdadeira "declaração de guerra", informou nesta quinta-feira um porta-voz oficial. "O ataque de lugares de culto supõe uma declaração de guerra por parte dos colonos [israelenses] contra o povo palestino", afirmou Nabil Abu Rudeina, porta-voz da Presidência da ANP, citado pela agência oficial palestina Wafa.

Segundo ele, o governo israelense deve adotar medidas urgentes para conter a violência e os ataques dos radicais judeus, assim como a própria comunidade internacional. Um porta-voz do Exército israelense disse que o incidente está sendo investigado.

A imprensa local aponta que a ação pode ter sido executada por extremistas judeus, que nos últimos meses intensificaram os ataques contra propriedades palestinas e contra o Exército israelense. As ações são uma resposta à tentativa de desmantelar assentamentos judeus no território ocupado da Cisjordânia.

Horas antes do incêndio, forças do Exército e da polícia de Fronteiras destruíram duas construções no enclave de Mitzpe Yitzhar, após declarar o local como zona militar fechada a fim de impedir que colonos radicais judeus obstruíssem a demolição.

Abbas Momani/France Presse
Mulheres palestinas observam estrago causado por incêndio em mesquisa na vila de Burka
Mulheres palestinas observam estrago causado por incêndio em mesquisa na vila de Burka

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, também condenou a violência dos extremistas israelenses contra propriedades e indivíduos palestinos, além da falta de punição por parte do governo israelense para conter os atos.

Em comunicado, Fayyad declarou à comunidade internacional que o Executivo israelense é o principal responsável pelo aumento da violência por parte dos colonos. Segundo os palestinos, os militares fazem uso excessivo da força para conter manifestações palestinas, enquanto não fazem nada para contornar a violência de extremistas.

"Israel não condenou nenhum dos autores destes atos, não desenvolveu investigações sérias e não mostrou interesse em levantar pesquisas apropriadas", disse em nota. "Esta política encoraja os crimes de ódio contra os palestinos e seus lugares de culto".

O Executivo da ANP afirmou ainda que mais de dez mesquitas foram atacadas ou queimadas por extremistas judeus desde 2009.

Na terça-feira, cerca de 50 colonos judeus e extremistas de direita conseguiram entrar durante a madrugada em uma base militar israelense na Cisjordânia. O grupo jogou pedras, pichou, queimou pneus, depredou carros militares e feriu um policial.

O ataque foi uma resposta aos rumores que a tropas israelenses iriam desmantelar os assentamentos na Cisjordânia em cumprimento de uma resolução do Tribunal Supremo em agosto.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade