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Soldados brasileiros são investigados por maus tratos no Haiti
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DA EFE
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) anunciou nesta quinta-feira (15) que investiga uma denúncia de maus tratos supostamente cometidos por membros das tropas brasileiras contra três jovens haitianos.
A força multinacional da ONU afirmou que usará todos os meios de imprensa a seu alcance "para esclarecer os fatos o mais rapidamente possível" e lembrou sua política de "tolerância zero" diante de atos de má conduta de seu contingente.
De acordo com a denúncia, que se tornou pública na quarta-feira durante uma entrevista coletiva da Rede Nacional de Defesa dos direitos Humanos (RNDDH), três jovens foram agredidos por um grupo de oito membros da equipe brasileira da missão da ONU.
Os fatos ocorreram em uma data não divulgada em Fort Dimanche, no centro de Porto Príncipe, onde os jovens haitianos foram golpeados por militares com os quais mantiveram um conflito.
Meios de imprensa haitianos publicaram nesta quinta-feira imagens nas quais podem ser percebidos sinais de ferimentos nos corpos dos autores da denúncia.
A RNDDH condenou "os atos de agressão cometidos por soldados da Minustah, alguns dos quais foram já acusados de violação dos direitos de haitianos em várias cidades do país" segundo a porta-voz da organização, Marie Yolande Gilles, citada pelo site "Haiti Press Network".
Esta denúncia se soma à outra apresentada em setembro contra cinco marinheiros pertencentes ao contingente uruguaio da Minustah, por supostamente abusarem de um jovem que afirma ter sido estuprado e que reivindica US$ 5 milhões de indenização.
Os supostos abusos, investigados pelas autoridades uruguaias, aconteceram no fim de julho em Port Salut (sul do Haiti) e também tiveram imagens divulgadas pela Internet, onde foi publicado um vídeo gravado com telefone celular.
A RNDDH afirmou em um relatório divulgado em setembro, por conta da denúncia, que desde sua chegada ao Haiti em 2004, vários agentes da Minustah estiveram envolvidos "em casos de estupro, roubo, assassinato e detenções ilegais e arbitrários" e citou uma dezena deles, inclusive o nome de 111 agentes pertencentes ao contingente de Sri Lanka, envolvidos em 2007 em um caso de abuso e exploração sexual de menores.
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