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22/12/2011 - 12h35

Maliki afirma que atentados em Bagdá têm motivação política

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DA EFE, EM BAGDÁ

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, afirmou que os atentados realizados nesta quinta-feira em Bagdá confirmam a natureza política dos terroristas.

O total de mortos em uma onda de ataques aparentemente coordenados em diferentes bairros de Bagdá subiu para ao menos 63 nesta quinta-feira, e quase 200 ficaram feridos, de acordo com informações oficiais. Foram os piores atentados nos últimos meses e ainda não se sabe quem foram os responsáveis.

"O momento e o local destes crimes confirmam a natureza política de seus autores através dos ataques e assassinato de civis inocentes", disse Maliki em um comunicado oficial.

A série de explosões foi contra "inocentes" em escolas, mercados e locais públicos, o que demonstra mais uma vez a "forma do inimigo de afrontar os iraquianos e seu caráter criminoso ao escolher qualquer método para alcançar seus objetivos", acrescentou.

O premiê também solicitou às forças de segurança e ao Exército que intensifiquem as medidas de precaução e "cumpram seu dever com rigorosa disciplina para proteger os cidadãos e acabar com as lacunas na segurança que permitiram estes assassinatos".

Além disso, pediu a todos os dirigentes religiosos, políticos e tribais que "assumam sua responsabilidade nesta situação crítica, fiquem do lado dos agentes e os apoiem com informações verdadeiras e ajudem a união nacional".

Saad Shalash/Reuters
Militares observam carro queimado em ataque com bombas realizado na região central de Bagdá
Militares observam carro queimado em ataque com bombas realizado na região central de Bagdá

"Os criminosos e os que estão por trás deles não podem mudar o processo dos eventos nem a operação política nem evitar o castigo que sofrerão agora ou depois", advertiu.

Os 14 atentados, quase todos cometidos com aparelhos e carros-bomba, foram perpetrados em diferentes bairros de Bagdá, tanto de maioria xiita como sunita.

Os ataques coincidem com um momento de crise política no Iraque desencadeada pela emissão de uma ordem de detenção no dia 19 contra o vice-presidente iraquiano sunita, Tareq Hashemi, supostamente envolvido em crimes de terrorismo.

 

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