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Protesto em Moscou na véspera de Ano Novo resulta em 60 prisões
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MARINA DARMAROS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE MOSCOU
De acordo com dados da polícia, cerca de 60 pessoas foram detidas na noite deste sábado, no centro de Moscou, durante o Estratégia-31, protesto realizado todos os dias de número 31 na Praça do Triunfo, no centro de Moscou, para defender o artigo de mesmo número da Constituição russa, que garante o direito de reunião.
Entre os detidos estava o líder do partido não registrado Outra Rússia, Eduard Limonov, idealizador do Estratégia-31. "Limonov foi preso junto com mais quase cem pessoas", disse à Folha o porta-voz do Outra Rússia, Aleksandr Averin. "Ele chegou em seu carro e foi preso logo em seguida. Agora ele está no DP Tverskaia", completa.
O protesto, que já é realizado há dois anos na capital russa, não foi autorizado pela prefeitura da cidade, e já se tornou conhecido por suas detenções massivas.
| Ivan Sekretarev/Associated Press | ||
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| Policiais russos repreenderam menifestantes e detiveram ao menos 60 em protestos neste sábado em Moscou |
O ativista Igor Tarasov, que foi detido no dia 5 de dezembro junto com o ativista e blogueiro Aleksêi Naválni e já havia passado 15 dias preso também foi detido novamente.
"Espero que o soltem e que ele passe o Ano Novo em casa", escreveu Naválni em seu Twitter por volta das 20h de sábado.
Em São Petersburgo, ação paralela resultou na prisão de pelo menos dez pessoas.
Na última quinta-feira (29), um protesto não autorizado na Praça Pushkinskaia, a dois quarteirões da Triunfalnaia, liderado pelo deputado Iliá Ponomariov (Rússia Justa) terminou de maneira pacífica e sem detenções.
Os manifestantes pediam a liberdade dos presos políticos do país, e em especial do ativista Serguêi Udaltsov, líder da organização Frente de esquerda que foi preso no dia 4 de dezembro em uma manifestação pela anulação das eleições parlamentares daquele dia.
Na Praça do Triunfo, a maior parte dos detidos usava fitas brancas, símbolo dos últimos protestos pela anulação das eleições, e pedia pela libertação de Udaltsov, que cumpriu os dez dias a que foi condenado mas permanece preso.
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