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Israel tenta conter Irã com vírus de computador
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NEWTON CARLOS
ESPECIAL PARA A FOLHA
Com ajuda americana Israel desenvolve em Dimona um modelo do processo nuclear iraniano e os meios de contê-lo com um vírus de computador batizado de "Extenex".
Dimona é onde Israel coloca em linhas de montagem suas armas de destruição maciça. Calcula-se que ele tenha umas 20 bombas em seu arsenal atômico.
A Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU a cargo de inspecionar programas nucleares, se são ou não beligerantes, nunca teve acesso à Dimona
O "Extenex" veio à tona pela primeira vez há pouco mais de um ano, sob suspeita de que já fora usado contra o Irã.
O próprio Irã admitiu que seu programa nuclear sofrera atraso. Novo é também o fato de que em Dimona estariam sendo feitas montagens de "cyber ataques".
Israel teria construído centrífugas quase iguais às do Irã e traçado os meios de destruí-las.. Outra novidade é o montante de técnicos americanos das áreas de ciência e inteligência trabalhando em Dimona.
Membros do contingente dos Estados Unidos consideram que o programa iraniano, sob assédio dos Extenex, haja sofrido atraso de mais de um ano. Também teriam contribuído para o atraso os assassinatos de cientistas nucleares do Irã, que culpa agentes israelenses.
"Não vejo nenhuma ação militar, a curto prazo, do Irã contra Israel", disse Avner Cohen, conhecido especialista americano. O "Extenex" parece ser um dos obstáculos maiores.
Os trabalhos em Dimona, envolvendo o "Extenex teriam começado em 2008 e o próprio presidente iraniano é tecido como tendo admitido que ele entrou em operação, mas com a ressalva de que os problemas causados ao Irã foram resolvidos. Não é o que insistem em dizer israelenses e americanos.
Meir Dagan, que deixou a chefia do Mossad, do serviço de inteligência de Israel, é da opinião de que o programa iraniano sofreu atraso de pelo menos dois anos.
NEWTON CARLOS é analista de assuntos internacionais
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
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