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Ban Ki-moon pede respeito aos homossexuais na África
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DA EFE, EM ADIS ABEBA
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu neste domingo aos líderes da África que respeitem os direitos dos homossexuais no continente, onde vários países consideram a homossexualidade como um delito.
"Uma forma de discriminação ignorada e inclusive penalizada por muitos países durante muito tempo foi a discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de gênero", disse Ban Ki-moon na 18ª Cúpula de chefes de Estado e Governo da União Africana (UA), que começou neste domingo.
"Isso fez com que alguns Governos tratem as pessoas como cidadãos de segunda classe e inclusive como delinquentes", lembrou o secretário-geral na sede da UA em Adis Abeba.
"Enfrentar essa discriminação é um desafio, mas devemos estar à altura do ideal da Declaração Universal (dos Direitos Humanos)", acrescentou, ao pedir que os líderes prestem mais atenção a este assunto.
Mais de 30 países na África contam com leis que penalizam os homossexuais, castigados com a prisão em muitos casos. Os líderes locais alegam que a homossexualidade é uma prática alheia a suas culturas.
LEIS HOMOFÓBICAS
Grande parte desses países integram a Commonwealth (Comunidade de Nações), que em outubro rejeitou em sua cúpula de Perth (Austrália) adotar reformas para abolir as leis homofóbicas em 41 países.
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, ameaçou então reter as ajudas britânicas de cooperação aos países que ainda proíbem o homossexualismo, a menos que eles reformem sua legislação.
Homossexuais, lésbicas, bissexuais e travestis são considerados delinquentes em muitos países da África, onde também são perseguidos socialmente.
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