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Dilma chega a Cuba e é saudada em búlgaro
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FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA ESPECIAL A HAVANA
A presidente Dilma Rousseff chegou ontem a Cuba para sua primeira visita oficial à ilha comunista com o objetivo de "sistematizar" os laços econômicos bilaterais.
A mandatária deve visitar hoje o porto de Mariel, cuja construção e reforma estimada em US$ 600 milhões é financiada pelo Brasil.
A obra é o maior investimento em infraestrutura em curso em Cuba, que vive crise há duas décadas e aposta numa agenda de reformas --que inclui maior abertura à pequena iniciativa privada e corte na máquina estatal-- para "atualizar" o modelo econômico.
Dilma desembarcou no aeroporto José Martí pouco antes das 17h locais (20h em Brasília) e foi recebida pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
Na chegada ao hotel, a presidente parou para tirar fotos com estudantes brasileiras e teve uma surpresa: foi saudada em búlgaro.
O pai de Dilma, Petar Roussev --Pedro Rousseff--, era búlgaro.
"Blagodaria [obrigado, em búlgaro]", agradeceu Irena Nikolova, 28, a Dilma. Irena, filha do embaixador da Bulgária na ilha, acompanhava as brasileiras. O pai dela serviu também no Brasil.
COMÉRCIO EM ALTA
O Brasil é hoje o quarto maior parceiro econômico de Cuba, atrás de Venezuela, China e Espanha.
De acordo com os dados do governo cubano, de 2010, o Brasil ultrapassou os EUA como provedor da ilha --apesar do embargo, uma brecha permite que cubanos comprem comida e remédios americanos.
Segundo Brasília, as vendas brasileiras à Cuba chegaram a US$ 550 milhões em 2011, alta de 32% em relação ao ano anterior.
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