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31/01/2012 - 00h32

Dilma chega a Cuba e é saudada em búlgaro

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FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA ESPECIAL A HAVANA

A presidente Dilma Rousseff chegou ontem a Cuba para sua primeira visita oficial à ilha comunista com o objetivo de "sistematizar" os laços econômicos bilaterais.

A mandatária deve visitar hoje o porto de Mariel, cuja construção e reforma estimada em US$ 600 milhões é financiada pelo Brasil.

A obra é o maior investimento em infraestrutura em curso em Cuba, que vive crise há duas décadas e aposta numa agenda de reformas --que inclui maior abertura à pequena iniciativa privada e corte na máquina estatal-- para "atualizar" o modelo econômico.

Dilma desembarcou no aeroporto José Martí pouco antes das 17h locais (20h em Brasília) e foi recebida pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

Na chegada ao hotel, a presidente parou para tirar fotos com estudantes brasileiras e teve uma surpresa: foi saudada em búlgaro.

O pai de Dilma, Petar Roussev --Pedro Rousseff--, era búlgaro.

"Blagodaria [obrigado, em búlgaro]", agradeceu Irena Nikolova, 28, a Dilma. Irena, filha do embaixador da Bulgária na ilha, acompanhava as brasileiras. O pai dela serviu também no Brasil.

COMÉRCIO EM ALTA

O Brasil é hoje o quarto maior parceiro econômico de Cuba, atrás de Venezuela, China e Espanha.

De acordo com os dados do governo cubano, de 2010, o Brasil ultrapassou os EUA como provedor da ilha --apesar do embargo, uma brecha permite que cubanos comprem comida e remédios americanos.

Segundo Brasília, as vendas brasileiras à Cuba chegaram a US$ 550 milhões em 2011, alta de 32% em relação ao ano anterior.

 

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