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Chefe da ONU espera 'Conselho de Segurança unido' sobre Síria
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DA REUTERS, EM AMÃ
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon, afirmou esperar que os membros do Conselho de Segurança se unam na votação de resoluções contra a Síria, nesta terça-feira. Ele diz que isso vai representar "os desejos da comunidade internacional".
"Eu sinceramente espero que o Conselho de Segurança esteja unido e fale de maneira coerente, refletindo os desejos da comunidade internacional. Isso tem uma importância crucial", declarou Ban Ki-Moon, em reunião com o rei da Jordânia, Abdullah II, em Amã.
Nesta terça-feira, os membros do Conselho se reúnem em Nova York para discutir uma resolução da Liga Árabe para diminuir os confrontos entre o regime do ditador Bashar al Assad e grupos opositores.
| France Presse | ||
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| Tanque do regime sírio em vídeo de opositores; grupo convoca 'dia de luto e fúria' antes de sessão na ONU |
ESTADOS UNIDOS
Na segunda-feira (30), a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, cobrou uma solução política do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) à violência na Síria, enquanto a Casa Branca disse que a saída do ditador Bashar al Assad é "inevitável".
"O Conselho de Segurança deve atuar e deixar claro ao regime sírio que a comunidade internacional vê suas ações como uma ameaça à paz e à segurança. A violência deve acabar para que comece um novo período de transição democrática", afirmou Hillary em comunicado do Departamento de Estado.
Ela condenou nos "termos mais enérgicos" o aumento dos ataques do regime a opositores, chamados de "brutais". Ela também considera que os ataques e a instabilidade provocada pelos confrontos podem "respingar" em outros países da região.
A secretária anunciou também que deverá ir à ONU na terça, junto com França, Reino Unido e representantes da Liga Árabe, para ratificar a proposta divulgada pelo bloco árabe na semana passada. "Vamos enviar uma mensagem clara de apoio ao povo sírio: estamos com vocês".
A reunião acontece com a possibilidade de veto da Rússia, que havia desenhado o primeiro rascunho de solução para a crise na Síria. Os russos não aplicaram as sanções europeias e continuam vendendo armamento para o país e demonstrando apoio ao regime de Assad.
RESOLUÇÃO
Hillary Clinton é a terceira autoridade de um dos países membros do Conselho de Segurança que participarão da reunião para definir as atitudes contra o governo sírio.
Mais cedo, os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido e da França anunciaram que vão fazer uma visita à sede da ONU, em Nova York, para pressionar a adoção uma resolução contra a onda de violência na Síria, que já dura mais de dez meses.
Segundo a emissora de TV americana CNN, o Conselho de Segurança apresentará uma proposta de resolução ainda nesta semana, convidando o ditador sírio, Bashar al Assad a renunciar e transferir o comando do país, palco de protestos de opositores desde março do ano passado.
O chanceler francês, Alain Juppé, discursará ao órgão na terça-feira, em um esforço para conquistar o apoio dos 15 membros à proposta da Liga Árabe por uma mudança política na Síria.
"O ministro está em Nova York para convencer o Conselho de Segurança a assumir suas responsabilidades enquanto os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime pioram", afirmou o porta-voz do ministério, Bernard Valero.
| Reuters | ||
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| Opositores fazem funeral de manifestantes mortos próximo a Homs; renúncia de Assad é 'inevitável', diz EUA |
Os 15 membros do Conselho de Segurança podem votar ainda nesta semana sobre a nova resolução, que está sendo rascunhada por Reino Unido e França com consultas do Qatar, Marrocos, Estados Unidos, Alemanha e Portugal.
O chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, também está em Nova York para se reunir com representantes do Conselho em busca de apoio para o plano de paz ao conflito sírio, no qual apela para o ditador Assad renunciar.
Segundo a agência de notícias Reuters, a proposta de resolução pede uma "transição política" na Síria, mas não defende sanções na ONU contra Damasco. O documento alerta, porém, que "novas medidas" poderiam ser adotadas contra o regime caso os termos da resolução não fossem cumpridos.
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