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04/02/2012 - 13h43

Republicanos vão às urnas em Nevada para escolher seu candidato

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DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Com ampla vantagem nas pesquisas, o pré-candidato republicano Mitt Romney parece seguro de uma vitória fácil no Estado americano de Nevada neste sábado, o que o consolidaria na ponta da disputa pelo direito de disputar as eleições gerais de novembro contra o presidente Barack Obama.

Neste fim de semana, Nevada é palco e protagonista da quinta sessão de votação nas temporadas das primárias republicanas de 2012, e a segunda rodada de um caucus (convenção partidária). O evento, supervisionado pelo Partido Republicano de Nevada, é o primeiro pleito no oeste dos Estados Unidos.

Como ocorrido na Flórida, as urnas de Nevada ficarão abertas apenas para republicanos registrados. O Estado lista quase 470 mil pessoas que se encaixam na categoria, cerca de 35% dos eleitores totais. Durante as primárias de 2008, cerca de 44 mil pessoas votaram no caucus republicano presidencial.

Uma vitória em Nevada seria a segunda consecutiva de Romney e sua terceira nas primeiras cinco disputas na batalha Estado a Estado para encontrar um candidato republicano forte o suficiente para desafiar.

Associated Press/Reuters/Efe
Os pré-candidatos republicanos, da esquerda para direita, e de cima para baixo: Mitt Romney, Rick Santorum, Ron Paul e Newt Gingrich
Os pré-candidatos republicanos, da esquerda para direita, e de cima para baixo: Mitt Romney, Rick Santorum, Ron Paul e Newt Gingrich

Duas pesquisas de opinião realizadas nesta semana em Nevada mostraram Romney ao menos 20 pontos à frente do seu principal rival, Newt Gingrich, depois de reconquistar seu status de favorito com uma vitória convincente na Flórida na terça-feira (31).

Nevada, que tem uma economia vacilante e uma grande população mórmon, é um território simpático a Romney, também mórmon e ex-diretor de uma empresa financeira. Ele obteve 51% da votação em 2008 e ganhou o Estado durante sua campanha presidencial frustrada naquele ano.

DISPUTA

Até o momento, houve quatro consultas eleitorais semelhantes durante as primárias republicanas, e o desempenho dos pré-candidatos manteve a disputa bastante acirrada, apesar de Romney ter saído favorecido durante esta semana.

O ex-governador de Massachusetts, que migrou da centro-direita à linha dura, venceu na quarta-feira com folga a primária republicana da Flórida e recuperou o favoritismo para disputar a Casa Branca pela oposição em novembro.

Michael Nelson - 3.fev.12/Efe
Pré-candidato republicano, Mitt Romney, discursa em último dia antes da prévia de Nevada
Pré-candidato republicano, Mitt Romney, discursa em último dia antes da prévia de Nevada

Dez dias antes, o veterano Newt Gingrich conseguiu uma importante vitória na Carolina do Sul. O desempenho do ex-presidente do Congresso americano no Estado dá esperança a seus partidários em Nevada: na ocasião, ele inverteu em poucos dias a vantagem de mais de dez pontos que as pesquisas davam a Romney.

Nas prévias de Iowa, realizados no dia 3 de janeiro, ganhou o católico Rick Santorum, após uma recontagem dos votos. Nas primárias de New Hampshire, uma semana depois, Romney havia conquistado sua primeira vitória.

PAUTA ECONÔMICA

Os pré-candidatos republicanos afinaram à economia na sexta-feira seus ataques na véspera das primárias de Nevada, um Estado castigado pelo desemprego, em uma tentativa de diminuir os efeitos que indicadores positivos poderiam exercer sobre seu eleitorado.

Editoria de Arte/Folhapress

Dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho dos EUA mostraram que a taxa de desemprego caiu para 8,3% em janeiro, o nível mais baixo desde fevereiro de 2009. Além disso, 243 mil novas vagas foram criadas no mercado de trabalho americano.

Favorecido pelas pesquisas, que lhe outorgam 45% do respaldo dos republicanos no Estado de Nevada, Romney se concentrou em tentar evitar os benefícios políticos que o desemprego possa ter para Obama.

"Infelizmente, estes números não podem ocultar o fato de que as políticas do presidente Obama impediram uma recuperação econômica verdadeira. Podemos fazer melhor", disse em comunicado o ex-governador de Massachusetts.

Os dados de desemprego eram esperados com especial interesse em Nevada, Estado com o índice mais alto de todo o país: 12,6%, segundo números de dezembro.

Analistas apontam que os EUA ainda precisam criar 6 milhões de empregos para voltar ao nível de desemprego que era registrado em 2008. A taxa de desempregados continua historicamente alta e seu desempenho é incerto, uma vez que o país ainda está vulnerável aos efeitos da crise na zona do euro.

Na sexta-feira passada (27), por exemplo, o governo divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) americano havia crescido 2,8% no quarto trimestre, mostrando uma aceleração. Com isso, a economia americana avançou 1,7% em 2011, em comparação a 2010.

 

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