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Republicanos vão às urnas em Nevada para escolher seu candidato
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DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Com ampla vantagem nas pesquisas, o pré-candidato republicano Mitt Romney parece seguro de uma vitória fácil no Estado americano de Nevada neste sábado, o que o consolidaria na ponta da disputa pelo direito de disputar as eleições gerais de novembro contra o presidente Barack Obama.
Neste fim de semana, Nevada é palco e protagonista da quinta sessão de votação nas temporadas das primárias republicanas de 2012, e a segunda rodada de um caucus (convenção partidária). O evento, supervisionado pelo Partido Republicano de Nevada, é o primeiro pleito no oeste dos Estados Unidos.
Como ocorrido na Flórida, as urnas de Nevada ficarão abertas apenas para republicanos registrados. O Estado lista quase 470 mil pessoas que se encaixam na categoria, cerca de 35% dos eleitores totais. Durante as primárias de 2008, cerca de 44 mil pessoas votaram no caucus republicano presidencial.
Uma vitória em Nevada seria a segunda consecutiva de Romney e sua terceira nas primeiras cinco disputas na batalha Estado a Estado para encontrar um candidato republicano forte o suficiente para desafiar.
| Associated Press/Reuters/Efe | ||
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| Os pré-candidatos republicanos, da esquerda para direita, e de cima para baixo: Mitt Romney, Rick Santorum, Ron Paul e Newt Gingrich |
Duas pesquisas de opinião realizadas nesta semana em Nevada mostraram Romney ao menos 20 pontos à frente do seu principal rival, Newt Gingrich, depois de reconquistar seu status de favorito com uma vitória convincente na Flórida na terça-feira (31).
Nevada, que tem uma economia vacilante e uma grande população mórmon, é um território simpático a Romney, também mórmon e ex-diretor de uma empresa financeira. Ele obteve 51% da votação em 2008 e ganhou o Estado durante sua campanha presidencial frustrada naquele ano.
DISPUTA
Até o momento, houve quatro consultas eleitorais semelhantes durante as primárias republicanas, e o desempenho dos pré-candidatos manteve a disputa bastante acirrada, apesar de Romney ter saído favorecido durante esta semana.
O ex-governador de Massachusetts, que migrou da centro-direita à linha dura, venceu na quarta-feira com folga a primária republicana da Flórida e recuperou o favoritismo para disputar a Casa Branca pela oposição em novembro.
| Michael Nelson - 3.fev.12/Efe | ||
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| Pré-candidato republicano, Mitt Romney, discursa em último dia antes da prévia de Nevada |
Dez dias antes, o veterano Newt Gingrich conseguiu uma importante vitória na Carolina do Sul. O desempenho do ex-presidente do Congresso americano no Estado dá esperança a seus partidários em Nevada: na ocasião, ele inverteu em poucos dias a vantagem de mais de dez pontos que as pesquisas davam a Romney.
Nas prévias de Iowa, realizados no dia 3 de janeiro, ganhou o católico Rick Santorum, após uma recontagem dos votos. Nas primárias de New Hampshire, uma semana depois, Romney havia conquistado sua primeira vitória.
PAUTA ECONÔMICA
Os pré-candidatos republicanos afinaram à economia na sexta-feira seus ataques na véspera das primárias de Nevada, um Estado castigado pelo desemprego, em uma tentativa de diminuir os efeitos que indicadores positivos poderiam exercer sobre seu eleitorado.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho dos EUA mostraram que a taxa de desemprego caiu para 8,3% em janeiro, o nível mais baixo desde fevereiro de 2009. Além disso, 243 mil novas vagas foram criadas no mercado de trabalho americano.
Favorecido pelas pesquisas, que lhe outorgam 45% do respaldo dos republicanos no Estado de Nevada, Romney se concentrou em tentar evitar os benefícios políticos que o desemprego possa ter para Obama.
"Infelizmente, estes números não podem ocultar o fato de que as políticas do presidente Obama impediram uma recuperação econômica verdadeira. Podemos fazer melhor", disse em comunicado o ex-governador de Massachusetts.
Os dados de desemprego eram esperados com especial interesse em Nevada, Estado com o índice mais alto de todo o país: 12,6%, segundo números de dezembro.
Analistas apontam que os EUA ainda precisam criar 6 milhões de empregos para voltar ao nível de desemprego que era registrado em 2008. A taxa de desempregados continua historicamente alta e seu desempenho é incerto, uma vez que o país ainda está vulnerável aos efeitos da crise na zona do euro.
Na sexta-feira passada (27), por exemplo, o governo divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) americano havia crescido 2,8% no quarto trimestre, mostrando uma aceleração. Com isso, a economia americana avançou 1,7% em 2011, em comparação a 2010.
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