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04/02/2012 - 19h56

Sarkozy 'lamenta profundamente' veto na ONU sobre a Síria

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DA FRANCE PRESSE, EM PARIS

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, "lamenta profundamente" o veto da Rússia e China a uma resolução da ONU sobre a Síria, e isto "apesar do respaldo dos outros 13 membros" do Conselho de Segurança, anunciou na noite deste sábado a presidência, em um comunicado.

"O presidente da República lamenta profundamente que devido ao voto de dois membros permanentes, e apesar do apoio dos outros 13 membros, o Conselho de Segurança não tenha podido, pela segunda vez, se expressar sobre a situação na Síria", destacou.

O veto "incentiva o regime sírio a perseverar em sua política cruel e sem saída", acrescentou.

"Desde março de 2011, o regime de Damasco respondeu à aspiração legítima do povo sírio à liberdade e à democracia com uma feroz repressão e promessas sem futuro", lamentou Sarkozy.

"A tragédia síria deve terminar", acrescentou o presidente.

"O uso maciço da força armada contra civis, o recurso generalizado à tortura, a violência exercida contra centenas de crianças, causam indignação", acrescentou o comunicado do presidente, para quem "os que ordenam, cometam ou deixam cometer crimes contra a humanidade deverão responder".

O chanceler francês, Alain Juppé, avaliou em declarações a um canal de televisão que o veto russo "paralisa a comunidade internacional".

"É difícil entendê-lo, em especial porque fizemos muitos esforços para aceitar as emendas apresentadas por Rússia e China", declarou Juppé.

"Não havia nesta resolução um embargo de armas, não havia sanções, tampouco um chamado à saída de Bashar Assad", destacou o chanceler francês, enumerando as concessões feitas a Rússia e China pelos outros membros do Conselho de Segurança.

Como em outubro do ano passado, China e Rússia vetaram neste sábado um projeto de resolução que condena a repressão dos protestos pelo regime sírio, no dia em que em Homs, no centro da Síria, mais de 230 civis morreram em bombardeios, segundo a oposição.

 

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