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08/02/2012 - 05h49

Sindicatos de Israel convocam greve geral para pressionar governo

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DA EFE

A Federação Trabalhista Histadrut, que reúne centenas de milhares de funcionários públicos, convocou para esta quarta-feira uma greve geral para pressionar o governo de Binyamin Netanyahu a deixar de contratar empregados através de agências de contratação externas e em condições muito inferiores às de quaisquer funcionários.

Um dia depois de a Histadrut suspender as negociações com o Ministério das Finanças, ficou decidido que não trabalharão hoje enfermeiras de hospitais públicos, funcionários de universidades, aeroportos, portos marítimos, bolsa de valores, escritórios de imigração, bancos, serviços ferroviários e do Instituto Nacional de Seguros.

Também se comprometeram a apoiar a greve os trabalhadores de museus, teatros e outros centros culturais.

A greve pode custar a Israel o equivalente a US$ 269 milhões, segundo o diário "Maariv".

A Histadrut exige que o governo israelense ponha fim ao que considera a exploração de centenas de milhares de funcionários que a Administração pública vem contratando através de agências de emprego há anos e que chegam a ganhar metade do salário de um funcionário regular.

A lei israelense estabelece que estes contratos podem durar somente nove meses, mas uma brecha legal permitiu prorrogá-los durante anos.

Nessa condição estão cerca de 400 mil empregados israelenses, boa parte deles em cargos públicos, para quem a Histadrut reivindica um plano de regularização em médio prazo.

 

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