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08/02/2012 - 11h19

União Europeia pode retirar cidadãos europeus da Síria

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DA EFE, EM BRUXELAS

A União Europeia decidiu intensificar o planejamento de uma eventual operação da retirada das equipes diplomáticas e dos cidadãos europeus da Síria diante do agravamento da situação no país.

Segundo fontes da EFE em Bruxelas, os 27 países concordaram em enviar um grupo de especialistas a Damasco para traçar um plano de saída de europeus, caso seja necessário, e decidiram reforçar as delegações nos países vizinhos Líbano e Jordânia.

Os planos levam em conta "os piores cenários possíveis" e ocorrem após vários pedidos dos países do bloco para que Bruxelas coordene a atenção consular diante de crise no país.

A presença de europeus na Síria é significativa, embora não haja dados atualizados sobre o número de cidadãos do bloco no local.

Por enquanto, apesar de vários países do bloco terem chamado seus embaixadores para consulta, a UE manterá o seu embaixador em Damasco. "Membros da oposição síria pediram para que ficássemos", justificou uma fonte diplomática de Bruxelas.

Os contatos da União Europeia com os grupos opositores ao regime de Bashar Assad continuam diante da deterioração da situação no país, onde as forças do governo sírio seguem bombardeando a cidade de Homs.

ESFORÇOS DIPLOMÁTICOS

A UE também multiplicou os esforços diplomáticos e as conversas com a ONU e a Liga Árabe para tentar encontrar uma fórmula que permita acabar com a violência.

Por enquanto, não está prevista nova tentativa de aprovar uma resolução de condenação ao regime nas Nações Unidas após o veto da Rússia e da China, mas a comunidade internacional procura saídas para a crise.

Uma reunião está sendo planejada envolvendo a alta representante da União Europeia de negócios estrangeiros e política de segurança, Catherine Ashton, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o da Liga Árabe, Nabil Arabi.

Esta em estudo a possibilidade de criação de um "grupo de contato" que reúna parte da comunidade internacional para buscar uma saída para crise síria, como ocorreu no caso da Líbia.

A UE, no entanto, procura evitar qualquer comparação entre os dois conflitos, pois a experiência líbia é um dos motivos que levaram Rússia e China a não aprovar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU.

"A Síria não é a Líbia", disseram fontes, que lembraram que todos os países europeus afirmaram que a opção militar neste caso "está excluída".

Bruxelas se opõe também à ideia de armar a oposição ao regime de Assad, como reivindicaram alguns congressistas americanos.

"Seria alimentar a guerra civil e isso é o que tentamos frear", explicou uma das fontes.

Enquanto isso está confirmado que a UE prepara uma nova rodada de sanções contra a Síria. Entre as propostas na mesa está a de vetar transações com o Banco Central sírio, o comércio de ouro e metais preciosos do país e proibir as importações de fosfato, uma importante fonte de receita para Damasco.

O objetivo é que as novas medidas restritivas sejam aprovadas na reunião de ministros de Relações Exteriores dos países membros no dia 27 de fevereiro em Bruxelas.

 

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