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Corte previdenciário faz reunião terminar sem acordo na Grécia
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A reunião desta quarta-feira entre chefes dos partidos que compõem o governo da Grécia terminou sem acordo sobre as medidas de austeridade a serem tomadas para contornar a crise da dívida do país, devido a uma medida que afetaria o setor previdenciário.
O acordo foi quebrado após a saída do chefe do partido de extrema direita LAOS, George Karatzaferis, um dos três partidos que fazem parte da coalizão.
Pouco depois, Karatzaferis afirmou que o documento não foi aprovado por causa do corte de aposentadorias, uma das medidas propostas. A previsão era que os governos cortassem os benefícios em 150 euros mensais, o que foi recusado por seu partido e a agremiação populista, chefiada por Antonis Samaras.
Em comunicado, o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, afirmou que começou as discussões com a troika de credores, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI (Fundo Monetário Internacional). Ele afirma que o acordo sairá antes da reunião de ministros de Economia da zona do euro, na tarde desta quinta-feira.
REUNIÃO
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, anunciou nesta quarta que os 17 ministros de Economia da zona do euro se reunirão às 18h desta quinta em Bruxelas (15h em Brasília) para discutir a crise da dívida da Grécia.
O encontro foi feito mesmo sem haver um acordo entre o governo grego e os partidos sobre as medidas de austeridade que deverão ser tomadas para garantir o pagamento dos débitos com credores internacionais.
A reunião vem um dia depois que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou que o grupo quer a permanência da Grécia na zona do euro, apesar da crise da dívida pública que o país passa.
As declarações vieram pouco depois de a comissária europeia de Agenda Digital, Neelie Kroes, dizer que não seria "nenhum drama" a saída da Grécia do grupo de países da moeda única.
"Sempre se repete que se deixamos sair um país ou pedirmos para que ele parta, se derruba a estrutura, mas isso não é verdade".
Ela também pediu ao governo grego que acelere as reformas, que "deixam muito a desejar" e "não dão nenhuma garantia de que o país vá na direção correta".
A representante afirmou que a principal responsabilidade das autoridades do país é "permanecer na zona do euro", mas que não seria "nenhum drama" a saída da moeda única.
Apesar das declarações, Kroes disse que não é partidária da saída da Grécia da zona do euro.
EUROGRUPO
O presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou, em entrevista ao jornal suíço "Le Temps" nesta terça-feira, que a Grécia continuará na zona do euro e a moeda sobreviverá à crise da dívida.
"Grécia continuará na zona do euro, porque nenhuma outra opção é factível, nem para Atenas, nem para o resto dos países que têm a moeda única".
Sobre o futuro do euro, ele afirma que a moeda será estável daqui a 20 anos. "O euro será uma moeda estável e protegerá o poder de compra interno dos países que o adotem, que serão muito mais numerosos que hoje em dia".
O representante do Eurogrupo ainda disse que o euro será moeda de reserva ao mesmo tempo que o yuan e o dólar e servirá como instrumento de luta contra o que chama de "declive relativo" europeu.
"Ter um euro forte é a única possibilidade de a Europa competir com as potências emergentes".
CONTA
Nesta terça, em declarações a uma rádio alemã, Juncker disse apoiar a proposta de criação de uma conta bloqueada para a Grécia depositar o valor correspondente aos juros da dívida do país. A medida foi sugerida pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na segunda (6).
"Não é má a ideia de criar uma conta extraordinária para que nossos amigos gregos paguem também as suas dívidas", afirmou Juncker, em declarações à emissora RBB.
Ele disse que a proposta deve ser analisada com cuidado, já que o problema está sempre nos detalhes e reconheceu que não estudou a iniciativa profundamente. O representante do Eurogrupo confirmou que não existirão novas ajudas para a Grécia enquanto o governo do país não realiza reformas suplementares para aumentar a poupança.
No entanto, Juncker lembrou que, caso não haja novos auxílios, a Grécia entrará inevitavelmente em falência em meados de março, e finalizou dizendo que "não é uma ameaça, mas uma descrição da situação atual".
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