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Juiz espanhol diz que recorrerá de perda de exercício da profissão
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O juiz espanhol Baltasar Garzón afirmou nesta quinta-feira que pretende recorrer contra a condenação a 11 anos de impedimento do exercício profissional por ordenar escutas ilegais na investigação de um caso de corrupção.
"Recorrerei às vias legais correspondentes para combater esta sentença e exercerei todas as ações que forem pertinentes para tentar reduzir o prejuízo irreparável que os autores desta sentença cometeram", afirmou em um comunicado.
Garzón, 56, foi condenado pelo Supremo Tribunal espanhol por desrespeitar o direito de defesa ao ordenar a gravação de conversas na prisão entre advogados de defesa e seus clientes em um caso de corrupção conhecido na Espanha como "caso Gürtel".
O juiz, conhecido por ter pedido a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em 1998 em Londres, denunciou uma condenação "injusta e predeterminada" com o "objetivo de acabar com um juiz correto", comprometendo com isso "a independência dos juízes na Espanha".
"Tomei todas as medidas para garantir o direito de defesa e a investigação de crimes muito graves relacionados à corrupção para evitar a continuidade delitiva da lavagem de dinheiro dos chefes mafiosos que utilizavam os advogados", acrescentou.
MORTE
O advogado de Garzón, Francisco Baena, disse que a condenação é "a morte de um profissional".
"Dizer a um juiz que não pode ser juiz é igual a morrer. Ele está completamente abatido", afirmou.
O defensor considera que o magistrado não poderá exercer mais a profissão, visto que terá 67 anos quando tiver cumprido toda a pena.
Baena recorrerá da decisão ao Tribunal Constitucional espanhol e declarou estar "otimista" em relação a um veredicto favorável a Garzón.
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