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Liga Árabe se reúne no domingo para estudar missão na Síria
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Representantes dos países da Liga Árabe se reunirão no próximo domingo (12) para estudar a possibilidade de formar uma missão de observadores conjunta com a ONU (Organização das Nações Unidas) para avaliar a situação da Síria, em meio a protestos entre opositores e o regime do ditador Bashar al Assad.
Em entrevista, o sub-secretário-geral da organização, Ahmed ben Heli, afirmou que os chanceleres árabes devem discutir o assunto e tomar uma decisão sobre o envio no encontro.
Na quarta (8), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que a organização estuda a possibilidade de uma missão conjunta, proposta pelo líder da Liga Árabe, Nabil Elaraby.
A Liga Árabe suspendeu a missão dos observadores em 28 de janeiro, após o aumento da violência nos protestos contra o governo sírio. Ban Ki-Moon afirmou que está disposto a ajudar, mas não tomou nenhuma decisão a respeito.
| France Presse | ||
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| Casa em Homs supostamente atingida por bombardeio; Liga Árabe faz reunião domingo sobre missão na Síria |
REPRESSÃO
Nesta quinta-feira, pelo menos cem pessoas morreram em bombardeios na cidade de Homs, na região central da Síria, de acordo com o grupo opositor Comitês de Coordenação Local.
Segundo a organização, casas e mesquitas são usados como hospitais de campanha para socorrer os feridos e a situação humanitária está próxima do colapso na cidade. Os ativistas afirmam que os hospitais se transformaram em alvos das forças do regime e prédios residenciais foram destruídos e possuem vítimas entre os escombros.
De acordo com a entidade, pelo menos 137 pessoas morreram nesta quinta-feira pela repressão ao regime do ditador Bashar al Assad em toda a Síria, sendo 110 em Homs. Mais cedo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que 63 pessoas morreram na cidade.
| Associated Press | ||
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| Opositores fazem funeral para criança de dez anos em Idlib, no norte da Síria; mortes na quinta passam de cem |
REAÇÕES
Em meio à escalada da violência entre opositores e o regime sírio, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,afirmou, junto com o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que pretendem "pôr fim ao banho de sangue atroz que observamos" na Síria. Obama também voltou a pedir a saída de Assad, que, segundo o mandatário, "agrediu seu povo".
Já o chanceler do Reino Unido, William Hague, afirmou que não há a intenção do envio de armas britânicas aos rebeldes, como foi levantado por setores de extrema direita na Europa e por alguns candidatos republicanos nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ele afirmou que o governo não pretende se envolver militarmente no conflito.
O ministro de Relações Exteriores informou que continua o contato com os grupos opositores sírios, especialmente aqueles que atuam no exterior, além de conversar com organizações humanitárias que fornecem alimentos e medicamentos.
| Reuters | ||
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| Fumaça cobre Al Malaab, perto de Homs, região central da Síria; ataques na cidade matam mais de cem na quinta |
A suspeita de envio de material militar por países ocidentais e Israel aos opositores da Síria aumentou após a descoberta pelo governo sírio de armamentos dos Estados Unidos e de Israel entre o arsenal usado pelos rebeldes, nesta quarta.
Também nesta quinta, o Departamento de Estado americano anunciou que pretende fazer um grupo de países chamado "Amigos da Síria", com o objetivo de isolar o ditador Bashar al Assad.
Segundo o responsável pelo Oriente Médio do órgão, Jeffrey Feltman, vários países já foram contatados e França, Turquia e Bahrein disputam a sede do encontro.
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