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Ditador da Síria promulga lei contra protestos na internet
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DA EFE, NO CAIRO
O presidente sírio, Bashar al-Assad, promulgou nesta quinta-feira um decreto que pune conteúdos online que incitarem a crimes contra o Estado e a ordem pública, numa tentativa de controlar as informações divulgadas pelos movimentos opositores na internet.
O decreto legislativo para "combater o crime eletrônico", publicado pela agência oficial de notícias SANA, estipula multas e penas de prisão a quem cometer, na internet, atos de propaganda e incitação a delitos, especialmente quando se atentar contra o Estado e a ordem geral.
A condenação geral é de mais de um ano de prisão e multa superior a 250 mil libras sírias (cerca de R$ 7,4 mil), mas a sanção é mais dura caso a ação prejudique o Estado, se o crime for cometido por um grupo organizado ou se afetar menores de idade.
| France Presse | ||
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| Vídeo de soldados do Exército Livre Sirio no YouTube; Ditador cria lei para restringir protestos na internet |
SERVIDORES
A medida também prevê punição para qualquer servidor online que não responder à obrigação de guardar uma cópia do conteúdo armazenado e a identificação das pessoas que divulgarem dados na internet. A pena é uma multa de 100 mil a 500 mil libras (entre R$ 3 mil e R$ 15 mil).
Segundo o decreto, se a ação tiver o propósito de barrar a investigação de um crime, a punição prevista será de três meses a dois anos de prisão e uma multa de até 1 milhão de libras (cerca de R$ 30 mil).
A nova lei prevê uma multa de até 1 milhão de libras (cerca de R$ 30 mil) a qualquer pessoa que oferecer serviços online e se recusar a responder à ordem da autoridade judicial de retirar de circulação uma parte do conteúdo armazenado ou modificá-lo.
As demais sanções se destinam a crimes como o envio de vírus e a invasão de contas de e-mail.
A internet é o meio mais utilizado pelos ativistas opositores ao regime de Assad para denunciar as ações repressoras contra os civis desde o início dos protestos populares, em março do ano passado.
Redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube se transformaram no alto-falante desses grupos, tanto para se organizar como para informar ao mundo sobre a situação político-social na Síria.
REPRESSÃO
Nesta quinta-feira, pelo menos cem pessoas morreram em bombardeios na cidade de Homs, na região central da Síria, de acordo com o grupo opositor Comitês de Coordenação Local.
Segundo a organização, casas e mesquitas são usados como hospitais de campanha para socorrer os feridos e a situação humanitária está próxima do colapso na cidade. Os ativistas afirmam que os hospitais se transformaram em alvos das forças do regime e prédios residenciais foram destruídos e possuem vítimas entre os escombros.
De acordo com a entidade, pelo menos 137 pessoas morreram nesta quinta-feira pela repressão ao regime do ditador Bashar al Assad em toda a Síria, sendo 110 em Homs. Mais cedo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que 63 pessoas morreram na cidade.
| Associated Press | ||
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| Opositores fazem funeral para criança de dez anos em Idlib, no norte da Síria; mortes na quinta passam de cem |
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