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09/02/2012 - 20h53

Ditador da Síria promulga lei contra protestos na internet

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DA EFE, NO CAIRO

O presidente sírio, Bashar al-Assad, promulgou nesta quinta-feira um decreto que pune conteúdos online que incitarem a crimes contra o Estado e a ordem pública, numa tentativa de controlar as informações divulgadas pelos movimentos opositores na internet.

O decreto legislativo para "combater o crime eletrônico", publicado pela agência oficial de notícias SANA, estipula multas e penas de prisão a quem cometer, na internet, atos de propaganda e incitação a delitos, especialmente quando se atentar contra o Estado e a ordem geral.

A condenação geral é de mais de um ano de prisão e multa superior a 250 mil libras sírias (cerca de R$ 7,4 mil), mas a sanção é mais dura caso a ação prejudique o Estado, se o crime for cometido por um grupo organizado ou se afetar menores de idade.

France Presse
Vídeo de soldados do Exército Livre Sirio no YouTube; Ditador cria lei para restringir protestos na internet
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SERVIDORES

A medida também prevê punição para qualquer servidor online que não responder à obrigação de guardar uma cópia do conteúdo armazenado e a identificação das pessoas que divulgarem dados na internet. A pena é uma multa de 100 mil a 500 mil libras (entre R$ 3 mil e R$ 15 mil).

Segundo o decreto, se a ação tiver o propósito de barrar a investigação de um crime, a punição prevista será de três meses a dois anos de prisão e uma multa de até 1 milhão de libras (cerca de R$ 30 mil).

A nova lei prevê uma multa de até 1 milhão de libras (cerca de R$ 30 mil) a qualquer pessoa que oferecer serviços online e se recusar a responder à ordem da autoridade judicial de retirar de circulação uma parte do conteúdo armazenado ou modificá-lo.

As demais sanções se destinam a crimes como o envio de vírus e a invasão de contas de e-mail.

A internet é o meio mais utilizado pelos ativistas opositores ao regime de Assad para denunciar as ações repressoras contra os civis desde o início dos protestos populares, em março do ano passado.

Redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube se transformaram no alto-falante desses grupos, tanto para se organizar como para informar ao mundo sobre a situação político-social na Síria.

REPRESSÃO

Nesta quinta-feira, pelo menos cem pessoas morreram em bombardeios na cidade de Homs, na região central da Síria, de acordo com o grupo opositor Comitês de Coordenação Local.

Segundo a organização, casas e mesquitas são usados como hospitais de campanha para socorrer os feridos e a situação humanitária está próxima do colapso na cidade. Os ativistas afirmam que os hospitais se transformaram em alvos das forças do regime e prédios residenciais foram destruídos e possuem vítimas entre os escombros.

De acordo com a entidade, pelo menos 137 pessoas morreram nesta quinta-feira pela repressão ao regime do ditador Bashar al Assad em toda a Síria, sendo 110 em Homs. Mais cedo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que 63 pessoas morreram na cidade.

Associated Press
Opositores fazem funeral para criança de dez anos em Idlib, no norte da Síria; mortes nesta quinta passam de cem
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