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Rússia deve admitir crise na Síria, diz chefe de diplomacia da UE
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A chefe diplomática da União Europeia, Catherine Asthon, afirmou nesta quinta-feira que a Rússia deve admitir a onda de violência provocada por conflitos entre governo e oposição na Síria.
"Minha mensagem para meus colegas russos, é que eles também têm que reconhecer a realidade e botar os pés no chão", afirmou Ashton em uma entrevista coletiva com a ministra de Relações Exteriores mexicana, Patricia Espinosa.
Ashton faz referência às declarações do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin. Na quarta-feira, ele disse que o país "não permitirá interferência na Síria", aludindo aos pedidos de intervenção internacional na Síria, feitos por países do Ocidente.
A representante europeia ainda se diz "decepcionada" pelo veto de Rússia e China ao plano da Liga Árabe para solucionar a crise na Síria, em votação no último domingo (5).
A União Europeia prepara uma série de sanções ao regime de Bashar al Assad, que deverão ser oficializadas nos próximos dias. Entre as propostas emitidas, está o bloqueio de transações com metais e pedras preciosas feitas pelo Banco Central sírio com insituições do bloco.
LIGA ÁRABE
Neste domingo (12), representantes dos países da Liga Árabe se reunirão para estudar a possibilidade de formar uma missão de observadores conjunta com a ONU (Organização das Nações Unidas) para avaliar a situação da Síria, em meio a protestos entre opositores e o regime do ditador Bashar al Assad.
Em entrevista, o sub-secretário-geral da organização, Ahmed ben Heli, afirmou que os chanceleres árabes devem discutir o assunto e tomar uma decisão sobre o envio no encontro.
Na quarta (8), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que a organização estuda a possibilidade de uma missão conjunta, proposta pelo líder da Liga Árabe, Nabil Elaraby.
A Liga Árabe suspendeu a missão dos observadores em 28 de janeiro, após o aumento da violência nos protestos contra o governo sírio. Ban Ki-Moon afirmou que está disposto a ajudar, mas não tomou nenhuma decisão a respeito.
| France Presse | ||
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| Casa em Homs supostamente atingida por bombardeio; Liga Árabe faz reunião domingo sobre missão na Síria |
REPRESSÃO
Nesta quinta-feira, pelo menos cem pessoas morreram em bombardeios na cidade de Homs, na região central da Síria, de acordo com o grupo opositor Comitês de Coordenação Local.
Segundo a organização, casas e mesquitas são usados como hospitais de campanha para socorrer os feridos e a situação humanitária está próxima do colapso na cidade. Os ativistas afirmam que os hospitais se transformaram em alvos das forças do regime e prédios residenciais foram destruídos e possuem vítimas entre os escombros.
De acordo com a entidade, pelo menos 137 pessoas morreram nesta quinta-feira pela repressão ao regime do ditador Bashar al Assad em toda a Síria, sendo 110 em Homs. Mais cedo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que 63 pessoas morreram na cidade.
| Associated Press | ||
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| Opositores fazem funeral para criança de dez anos em Idlib, no norte da Síria; mortes na quinta passam de cem |
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