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10/02/2012 - 15h39

Obama muda regra de saúde para abranger religiosos

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente americano Barack Obama anunciou em discurso transmitido nesta sexta-feira uma nova proposta para acomodar as objeções de organizações religiosas nas novas regras para a cobertura de anticoncepcionais pelos planos de saúde.

Pelas novas regras, as mulheres terão o cuidado preventivo grátis obrigatoriamente incluído nos planos de saúde, mas desobriga grupos religiosos, como universidades e hospitais católicos, de incluirem os métodos contraceptivos em seus convênios.

Nesses casos, o governo transferirá a responsabilidade às empresas de seguro para que ofereçam os serviços a todas as mulheres.

"Mulheres ainda terão acesso aos cuidados preventivos de graça, inclusive no controle de maternidade, não importa onde trabalhem", disse Obama.

Susan Walsh/Associated Press
Obama, acompanhado pelo vice Joe Biden, a ex-deputada do Arizona Gabrielle Giffords, e seu marido Mark Kelly, assina a lei de prevenção de tráfico por aeronaves
Obama com Joe Biden, Gabrielle Giffords, e seu marido, Mark Kelly, assina lei de prevenção ao tráfico de drogas

CRÍTICAS
A mudança vem como resposta às críticas de líderes republicanos e grupos religiosos, especialmente católicos, que reagiram com indignação, dizendo que a exigência os forçaria a violar os ensinamentos da Igreja em relação à contracepção.

A assunto traz à campanha eleitoral questões sociais, antes preteridas pelas questões econômicas.

Em janeiro, Obama reiterou seu compromisso com o direito ao aborto, permitido nos Estados Unidos desde 1973 após decisão da Suprema Corte que reconheceu como direito constitucional.

A discussão de temas como aborto e contracepção têm o potencial de agrupar a base conservadora republicana e forçar seu comparecimento às urnas.

Os republicanos prometeram reverter a política para saúde do presidente. O presidente da Câmara, John Boehner, acusou o governo de violar os direitos da Primeira Emenda e minar algumas das instituições mais importantes do país, como as organizações caritativas católicas, escolas e hospitais.

 

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