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10/02/2012 - 17h08

ONU quer levar Síria a julgamento no tribunal de Haia

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DA FRANCE PRESSE, EM GENEBRA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve levar os crimes cometidos na Síria ao TPI (Tribunal Penal Internacional), solicitou nesta sexta-feira o ACNUDH (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos).

A representante desta instituição, Navi Pillay, solicitou na quarta-feira (8) "medidas eficazes" para proteger os civis.

Consultado sobre esta questão, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, assegurou "ter inúmeras opções", mas especificou apenas uma: "Uma medida muito concreta que solicitamos em várias ocasiões, que enviaria um sinal às autoridades da Síria. É levar o regime diante do Tribunal Penal Internacional. "Vendo a situação atual, apenas o Conselho de Segurança pode fazer isso", acrescentou.

No sábado passado, a Rússia e a China vetaram uma resolução da ONU que condenava a repressão sangrenta da revolta síria.

Colville explicou que o TPI pode julgar os crimes cometidos na Síria porque a Comissão de Investigação das Nações Unidas concluiu que, desde o início da revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em março de 2011, foram cometidos crimes contra a Humanidade no país.

Segundo esta comissão, "estes abusos foram perpetrados com a aprovação e cumplicidade das autoridades e foram realizados de acordo com uma política de Estado, o que caracteriza crimes contra a Humanidade", explicou o porta-voz.

Colville informou ainda que Pillay estará presente na segunda-feira, em Nova York, para uma reunião com membros da Assembleia Geral da ONU sobre a Síria.

A repressão do regime causou mais de 6 mil mortes, segundo os militantes. A ONU afirma não estar em condições de precisar o número de vítimas.

"Claramente os números aumentam a cada dia", disse Colville.

ATAQUES

Ao menos 25 morreram e 175 ficaram feridos por causa de duas explosões que visavam duas instalações de segurança na cidade de Aleppo, na região norte do país.

As explosões foram o primeiro evento significativo de violência em Aleppo, uma das maiores cidades da Síria, durante os 11 meses das manifestações populares contra o ditador Bashar al Assad.

O ELS (Exército Livre Sírio, integrado por militares desertores, reivindicou o duplo atentado, mas voltou atrás posteriormente.

O número dois do grupo, Malek Kurdi, disse à agência Efe no Cairo, por telefone da Turquia, que as duas explosões aconteceram após a retirada de uma brigada de militares desertores que atacaram os dois edifícios com armas leves, mas que eles não são os responsáveis.

 

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