Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
10/02/2012 - 19h04

Milhares de egípcios protestam contra um ano de governo militar

Publicidade

 

DA REUTERS, NO CAIRO

Milhares de egípcios marcharam até o Ministério da Defesa nesta sexta-feira para exigir que os generais entreguem o poder, um dia antes de uma greve convocada por ativistas para marcar o primeiro aniversário da queda do ditador Hosni Mubarak.

O Egito permanece em um turbilhão político, um ano depois de o conselho militar assumir o poder das mãos de Mubarak, quando as manifestações populares forçaram o fim de seu governo de 30 anos.

Muhammed Muheisen/Associated Press
Manifestantes egípcios seguram bandeira durante protesto contra Junta Militar no Cairo
Manifestantes egípcios seguram bandeira durante protesto contra Junta Militar no Cairo

Embora não tenha se envolvido nos protestos, a Irmandade Muçulmana pediu que um governo de coalizão substitua o militar e criticou a atitude do governo no caso de violência no estádio de futebol de Port Said, onde ao menos 74 pessoas morreram.

"O povo quer a derrubada do marechal", cantaram os ativistas durante a marcha no Cairo, referindo-se ao marechal-de-campo Mohamed Hussein Tantawi, que está à frente do conselho do Exército.

"Estamos aqui para dizer a Tantawi a ao conselho militar que entreguem o poder. Esta é uma marcha pacífica e permanecerá como tal", disse a ativista Sara Kamel.

"Desde que os generais subiram ao poder, eles não fizeram nada pelo Egito e eles querem dar continuidade ao legado de Mubarak."

Unidades do Exército bloquearam o acesso ao Ministério da Defesa, onde os muros de um lado do complexo foram pintados para esconder o grafite dos ativistas.

"Parabéns pela nova pintura. Abaixo o governo militar", lia-se em uma pichação no muro.

As autoridades religiosas do Egito pediram que os sindicatos e grupos de jovens descartem os planos para uma onda de greves destinada a forçar o Conselho Supremo das Forças Armadas a deixar o poder, dizendo que o povo precisa mostrar compromisso para com a nação e poupar a economia.

Jovens ativistas ignoraram os pedidos, cantando "desobediência civil é legítima, desobediência civil contra a pobreza e a fome", enquanto algumas pessoas saudavam os manifestantes a partir dos terraços e outras criticavam o grupo por atrapalhar o trânsito.

O Exército mobilizou soldados extras e tanques para proteger os prédios estatais e a propriedade pública em meio aos preparativos de greve.

A proposta colocou em evidência as profundas divisões entre os liberais e os grupos de jovens de esquerda de um lado e o Exército, os políticos islâmicos e os líderes religiosos de outro.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade