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Al Qaeda teria participado de atentados em Damasco, diz EUA
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Fontes do governo americano consultadas pela agência de notícias Efe afirmaram neste sábado que o grupo terrorista Al Qaeda estaria por trás dos recentes atentados que ocorreram na Síria. Na sexta (10), pelo menos 28 pessoas morreram na explosão de duas bombas na cidade de Aleppo, próxima a Damasco.
Segundo os funcionários, a inteligência americana indica, em seus documentos, que os atentados foram feitos por ordem de Ayman al Zawahiri, extremista egípcio que assumiu a milícia no Paquistão após a morte de Osama bin Laden, em maio de 2011.
O ação teria sido feita pelo braço iraquiano da organização, que teria se envolvido com a questão síria após os primeiros ataques das forças do governo de Bashar al Assad à população civil.
Os Estados Unidos acreditam que a Al Qaeda iraquiana, que é sunita, pretende se expandir para outros países com atentados em países xiitas, como a Síria, onde Assad governa com uma minoria da vertente islâmica.
| 10.fev.12/Associated Press | ||
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| Imagens de oposicionistas em protestos na província de Idlib; Al Qaeda teria participação em atentados, diz EUA |
ARMAS
Assim como os americanos, o governo iraquiano acredita que radicais islâmicos do país participem de ações na Síria. O vice-ministro do Interior do Iraque, Adan al Asadi, afirmou neste sábado à agência de notícias France Presse que grupos de jihadistas e armas entram na Síria pela fronteira iraquiana.
A autoridade se baseia em informações do serviço de inteligência iraquiano, que investigam o contrabando de armas para o país vizinho, que passa há 11 meses por confrontos entre a oposição e o regime do ditador Bashar al Assad.
"As armas são levadas de Bagdá à província de Nínive (norte) e seus preços aumentaram, já que são enviadas à oposição na Síria. Dessa forma, o preço de um fuzil Kalashnikov que valia entre 100 e 200 dólares passou a 1.000 ou 1.500 dólares", acrescentou.
O regime sírio afirmou, em diversas ocasiões, ser vítima de um grupo de "terroristas", ao se referir aos conflitos com os rebeldes.
EMBAIXADAS
O governo de Bashar al Assad expulsou neste sábado os corpos diplomáticos de Líbia e Tunísia pela adoção de sanções e pelo discurso contra o regime.
Representantes das embaixadas dos países têm 72 horas para sair de Damasco. A medida foi tomada após a Tunísia e a Tunísia começarem o processo para expulsar o representante sírio em ambos países e não reconhecer o regime de Bashar al Assad como governo oficial.
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