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Governo líbio pede a Níger extradição de filho de Gaddafi
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O governo da Líbia pediu neste sábado ao Níger a extradição de Saadi Gaddafi, filho do ex-ditador Muammar Gaddafi, que está asilado no país vizinho e prometeu voltar a seu país de origem em entrevista no canal de televisão Al Arabiya.
"O Conselho Nacional de Transição solicita a entrega imediata de Saadi e de outros fugitivos às autoridades líbias a fim de manter as relações com o povo líbio", indicou o porta-voz do Conselho, Mohamed Nasr al Harizi, em comunicado.
Na sexta-feira, Saadi afirmou que deseja voltar à Líbia, país que foi governado por seu pai por 42 anos. Ele alertou para uma "rebelião iminente" na Líbia, dizendo manter contatos regulares com pessoas descontentes com as autoridades que tomaram o poder no país desde que Gaddafi foi deposto e morto, no ano passado.
"Antes de mais nada, não vai ser uma rebelião limitada a algumas áreas. Ela vai cobrir todas as regiões da Jamahiriya (nome do regime implantado por Gaddafi na Líbia), e essa rebelião existe, estou acompanhando e testemunhando-a ao crescer a cada dia. Haverá uma grande rebelião no sul, no leste, no centro e no oeste. Todas as regiões da Líbia vão testemunhar essa nova rebelião popular."
| Sabri Elmhedwi - 31.jan.10/Efe | ||
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| Saadi Gaddafi, em foto de janeiro de 2010; filho de ex-ditador está exilado no Níger |
O governo provisório líbio promete realizar eleições em junho, mas ainda tem dificuldades para restaurar os serviços públicos e conciliar facções armadas.
"Temos de exercer pressão para mudar essa situação e remover esse mal que existe na Líbia. Não conhecemos coisas como eleições. Somos uma nação muçulmana", disse Saadi.
"O povo líbio deveria se resolver contra essas milícias e contra essa situação em deterioração. O CNT (governo provisório) não é um órgão legítimo e não controla as milícias."
Em resposta, o Níger negou que irá extraditar o filho de Gaddafi, que tem estado de refugiado político no país. Após telefonema entre os chanceleres dos dois países, o ministro da Justiça nigerino, Marou Amadou, insistiu que a posição do país não mudou desde setembro, quando Saadi pediu asilo, e que só o liberará quando a Justiça líbia seja "imparcial e independente".
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