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União Europeia anuncia ajudas para desenvolvimento de Mianmar
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DA EFE, EM BANCOC
O comissário de Desenvolvimento da União Europeia (UE), Andris Piebalgs, chegou neste domingo a Mianmar, onde se reunirá com o presidente, o ex-general Thein Sein, e a principal líder da oposição, Aung Sang Suu Kyi, além de anunciar a concessão de uma série de ajudas ao país.
Piebalgs aterrissou neste domingo em Yangun, como confirmaram à Agência Efe fontes da instituição europeia, e deve viajar nesta segunda-feira a Nay Pyi Taw, capital do país, para se reunir com o Thein Sein e outros líderes birmaneses.
Esta será a primeira vez que um representante da UE se reúne com o atual presidente birmanês.
Na terça-feira, o comissário dará entrevista coletiva em Yangun, após encontro com a vencedora do prêmio nobel da paz e principal representante de Liga Nacional para a Democracia (LND), Aung Sang Suu Kyi.
A porta-voz de imprensa do organismo europeu na Tailândia, Kullwadee Sumalnop, confirmou a Efe que está previsto que Piebalgs anuncie antes de seu retorno a concessão de uma série de ajudas para o desenvolvimento de Mianmar, cuja quantia não foi adiantada.
Desde o início das reformas rumo à democracia no país, muitos foram os políticos e representantes de Estado de todo o mundo que viajaram a Mianmar para reunir-se com os dirigentes e líderes opositores.
A comunidade internacional aguarda a eleição de 1º de abril para avaliar o verdadeiro compromisso do atual Governo com as reformas democráticas, à espera de levantar, suavizar ou manter as sanções impostas a Mianmar.
Após quase cinco décadas governada por generais, a última Junta Militar foi dissolvida em 30 de março de 2011 e o poder repassado a um Governo civil, constituído um ano depois das eleições classificadas como pouco transparentes pelos Estados Unidos, Europa e a ONU.
O ex-general Thein Sein, primeiro-ministro no regime anterior, impulsiona um processo de reformas que permitiram a legalização da LND e a libertação de centenas de presos políticos.
Suu Kyi foi libertada em novembro de 2010, após passar quase 15 dos últimos 22 anos sob prisão domiciliar por pedir reformas democráticas.
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