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12/02/2012 - 14h10

Manifestantes enfrentam polícia em frente ao Parlamento da Grécia

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Manifestantes entram em confronto com a polícia neste domingo na praça Sintagma, no centro de Atenas, em frente ao Parlamento da Grécia, onde são discutidas as medidas de austeridade que deverão ser tomadas pelo país para solucionar a crise da dívida.

Trabalhadores e militantes de partidos contrários ao acordo jogam pedras e bombas incendiárias aos policiais, enquanto a policia reprime com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. De acordo com forças policiais, cerca de 25 mil pessoas protestam na praça.

O pacote prevê que sejam cortados € 325 milhões nas despesas públicas neste ano para pagar os juros da dívida do país. Para conseguir chegar ao acordo, o país terá de reduzir o salário mínimo em 22%, fechar 150 mil postos de trabalho e reduzir e cancelar pensões e aposentadorias.

Neste domingo, o Parlamento se reúne para votar o acordo entre o governo e os negociadores europeus e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para receber um empréstimo de € 130 bilhões para evitar que o país entre em falência.

Yannis Behrakis/Reuters
Manifestantes entram em confronto na praça Sintagma, em Atenas, enquanto Parlamento discute ajuste
Manifestantes entram em confronto na praça Sintagma, em Atenas, enquanto Parlamento discute ajuste

PARLAMENTO

O plenário começou a sessão às 14h30 locais (10h30 de Brasília), mas a votação é prevista para terminar à meia-noite (20h em Brasília). Os deputados responderão três perguntas, sobre o plano de quitação de 100 bilhões em dívidas privadas, a recapitalização dos bancos gregos e o polêmico ajuste financeiro que é exigido pelos negociadores.

No sábado, os partidos Movimento Socialista Pan-Helênico (PASOK) e da Nova Democracia (ND) recomendaram a seus deputados a votação em bloco a favor da medida, ameaçando os contrários de retirada das listas eleitorais nas próximas eleições, que acontecem em abril.

Cerca de 20 deputados do PASOK e 13 do ND disseram publicamente que não apoiarão as medidas. Mesmo assim, o governo deverá contar com 190 a 200 votos das 300 cadeiras do Parlamento.

PREMIÊ

O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, advertiu neste sábado que a alternativa ao acordo pactuado com a "troika" para receber um novo empréstimo financeiro seria "a quebra" e "o caos social".

"O acordo garante o futuro de nosso país no euro", disse Papademos em mensagem à nação transmitida pela televisão, uma tentativa de acalmar o mal-estar social provocado pelas medidas de austeridade que serão votadas amanhã pelo Parlamento grego.

Ao mesmo tempo, o chefe do governo buscou com suas palavras garantir o apoio dos deputados ao pacote de austeridade negociado com a "troika" integrada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Aceitar as dolorosas medidas "é o dever dos governantes gregos em respeito às gerações futuras e a verdadeira atitude patriótica", declarou Papademos em alusão aos que acusam seu gabinete de ter se "vendido" aos interesses de Bruxelas, Berlim e do FMI.

"Os demagogos dizem que é melhor a quebra (que o acordo com a "troika"), mas a quebra só criará uma explosão social e o caos", considerou o ex-vice-presidente do BCE.

Em referência à oposição popular despertada pelas medidas de austeridade exigidas, que incluem draconianas reduções de salários e pensões, o primeiro-ministro disse "compreender" o sofrimento dos gregos.

"Sabemos que a paciência das pessoas está chegando a seu limite. Devemos consertar o que fizemos errado", frisou Papademos.

 

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