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Liga Árabe pede missão conjunta a ONU e faz sanções contra Síria
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os países da Liga Árabe aprovaram neste domingo o pedido ao Conselho da Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para a formação de uma missão de observadores na Síria e aumentou as sanções ao país, que há 11 meses passa por protestos contra o regime do ditador Bashar al Assad.
O grupo terminou com o grupo de monitores que atuava no país, que tinha sido suspendido em 28 de janeiro devido ao aumento da violência nos protestos entre oposição e governo. A decisão coincide com a renúncia do chefe da missão de observadores na Síria, o sudanês Ahmed Mustafa al Dabi.
A organização ainda pediu a suspensão de "todas as formas de colaboração diplomática com representantes do regime sírio em diferentes países, entidades e conferências internacionais", de acordo com a resolução.
Isso significa a retirada de corpo diplomático dos 22 países do bloco por tempo indeterminado e a suspensão da participação síria na Liga Árabe. Também foram aplicadas sanções econômicas e a suspensão de tratados comerciais com o regime, excluindo as iniciativas que afetem os cidadãos.
OPOSIÇÃO
A organização ainda prometeu a abertura de diálogo com representantes da oposição síria antes de uma conferência internacional sobre a Síria, que acontecerá no próximo dia 24, oferecendo "apoio financeiro e político". A Liga Árabe pediu a união entre as frentes opositoras para começar as negociações.
Os chefes da diplomacia árabe ainda darão apoio à entrada das organizações internacionais humanitárias para atender a população síria, assim como a organização de campanhas para doações populares e a formação de um fundo internacional para a ajuda humanitária ao país.
Mais cedo, o chanceler da Tunísia, Rafik Ben Adessalam, anunciou que sediará o encontro do grupo de países, que é chamado de "Amigos da Síria", na capital Túnis. A reunião terá participação de países árabes e ocidentais, como a França.
A Tunísia foi o primeiro país a ter um governo ditatorial deposto em decorrência de protestos, em janeiro de 2011, dando início ao movimento chamado de Primavera Árabe.
REPRESSÃO
Mais cedo, o jornal partidário do governo "Al Watan" informou que o Exército sírio matou e prendeu diversos combatentes estrangeiros na cidade de Homs, no centro do país, um dos principais focos da rebelião.
Segundo uma fonte do governo, cidadãos árabes e de outras nacionalidades "com ligação ao terrorismo" foram detidos pelas forças do regime de Assad.
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), pelo menos quatro pessoas morreram em Homs neste domingo. A organização, com sede no Reino Unido, afirmou que três civis perderam a vida nos bombardeios em Baba Amr e outra em Bab Hud.
O Exército Livre Sírio mantém efetivo de 40 mil soldados desertores em Homs e anunciou que um comboio de pelo menos 30 tanques do governo seguiram para a cidade. Também começaram neste domingo os velórios em Alepo, onde na sexta-feira pelo menos 28 pessoas morreram e outras 230 ficaram feridas.
PAPA
Em sua oração semanal, o papa Bento 16 insistiu que o regime ditatorial sírio reconheça as aspirações legítimas de seu povo e embarque em um diálogo nacional para acabar com a violenta repressão às manifestações.
O pontífice ainda disse que as autoridades sírias também tinham que responder às preocupações da comunidade internacional sobre os confrontos e a instabilidade.
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