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EUA condenam morte de jornalistas na Síria
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DA EFE, EM WASHINGTON
A Casa Branca e o Departamento de Estado americano condenaram nesta quarta-feira a morte de dois jornalistas estrangeiros na Síria, que consideraram uma demonstração da crescente "brutalidade do regime" do ditador Bashar Assad.
"Nossos pensamentos e orações estão com as famílias desses jornalistas", disse em sua entrevista coletiva diária o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
As mortes da jornalista americana Marie Colvin e do fotógrafo francês Rémi Ochlik nos bombardeios de hoje na cidade de Homs é "um lembrete" de que as vítimas da repressão na Síria "são muitas, e em sua arrasadora maioria civis sírios inocentes".
"A brutalidade do regime de Assad torna-se a cada dia mais evidente", acrescentou Carney.
Por sua parte, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner, se mostrou "profundamente preocupado e entristecido" pelos relatórios sobre a morte dos jornalistas, que Washington tenta ainda confirmar independentemente através da missão polonesa na Síria.
"Estendemos nossas condolências mais profundas a suas famílias e entes queridos, e queremos assinalar que seu sacrifício para contar o sofrimento diário do povo de Homs se mantém como testamento dos padrões mais altos do jornalismo", afirmou Toner.
O porta-voz lembrou que os bombardeios em Homs também causaram na terça-feira a morte de Rami Sayed, um jovem sírio que filmava "vídeos dos atos repressivos das forças de segurança sírias".
Toner acrescentou que os Estados Unidos estão "profundamente preocupado com as detenções arbitrárias e ataques permanentes aos ativistas pacíficos", e citou a prisão, na semana passada, do ativista Mazen Darwish e de outros 12 manifestantes do Centro Sírio para a Imprensa e Liberdade de Expressão, registrado na ONU.
Tanto a Casa Branca como o Departamento de Estado assinalaram na terça-feira que os EUA poderiam considerar "medidas adicionais" para ajudar a oposição síria caso surja uma solução política, mas evitaram precisar se armariam os rebeldes.
Perguntado a esse respeito, Carney insistiu hoje nas diferenças entre o caso da Líbia, onde os EUA recorreram a uma intervenção militar aliada para pôr fim à repressão, e da Síria, onde "contribuir à militarização não é o enfoque correto".
"Atualmente, acreditamos que a ação apropriada é um enfoque diplomático e econômico", detalhou o porta-voz da Casa Branca.
Os EUA confiam em alcançar um consenso sobre novas medidas para garantir a ajuda humanitária ao país na cúpula dos "Amigos da Síria", que será realizada na sexta-feira na Tunísia e da qual participará a secretária de Estado, Hillary Clinton
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