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23/02/2012 - 07h22

Cadeia de ataques no Iraque deixa ao menos 29 mortos

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DA EFE, EM BAGDÁ

Pelo menos 29 pessoas morreram e outras 103 ficaram feridas nesta quinta-feira em uma cadeia de ataques em diferentes pontos de Bagdá e na província de Salah ad-Din, ao norte da capital iraquiana, informou à Agência Efe fontes policiais e do Ministério do Interior.

Em Bagdá, quatro carros-bomba e três artefatos explosivos, além de dois ataques armados, deixaram pelo menos 20 mortos e 64 feridos em diferentes bairros, com predomínio sunita, xiita e cristão.

Enquanto isso, na província de Salah ad-Din, pelo menos nove pessoas morreram e 39 ficaram feridas pela explosão de quatro carros-bomba.

O atentado mais sangrento aconteceu no distrito de Al Kazimiya, no norte de Bagdá, onde pelo menos seis pessoas perderam a vida e outras 15 ficaram feridas pela detonação, nas cercanias de um restaurante, de um veículo carregado com explosivos.

Outras seis pessoas, a maioria policiais, morreram e outras três acabaram feridas pelos disparos de um grupo armado que atacou um posto de controle na zona de Al Sarafiya, no centro da cidade.

Hadi Mizban/Associated Press
bombeiros tentam apagar fogo em ônibus, na cena de um dos ataques mataram dezenas em Bagdá
bombeiros tentam apagar fogo em ônibus, na cena de um dos ataques mataram dezenas em Bagdá

Além disso, foram registrados dois mortos e nove feridos após a explosão de dois artefatos e os disparos de pistolas com silenciadores no bairro de Al Saidiya, no sudoeste de Bagdá.

Também houve ataques nos distritos de Mansur, Al Madaem e Karrada, onde foram detonados carros-bombas e uma bomba, que deixaram ao menos seis mortos e mais de 30 feridos.

Enquanto isso, em Salah ad-Din, a maioria dos atentados teve como alvo edifícios governamentais e a sede da União Patriótica do Curdistão, o partido do presidente iraquiano, Jalal Talabani, nas zonas de Biji, Al Dujail, Balad e Al Tuz.

Desses ataques, o mais mortífero foi o de Balad, onde cinco pessoas perderam a vida e 25 ficaram feridas.

O Iraque vive uma escalada da violência desde a retirada das tropas americanas, em 18 de dezembro passado, e a emissão, um dia depois, de uma ordem de detenção contra o vice-presidente sunita do país, Tareq al Hashemi, por supostos delitos de terrorismo.

 

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