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23/02/2012 - 07h47

Favoritos, Romney e Santorum se confrontam em debate

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Os pré-candidatos à Presidência dos EUA, Mitt Romney e Rick Santorum, se confrontaram no debate desta quarta-feira à noite, o último antes de uma série de eleições primárias fundamentais para definir o nome do rival republicano de Barack Obama na disputa de novembro.

Líderes nas pesquisas, Romney e Santorum foram o centro do debate no Arizona, um Estado industrial onde o primeiro tem maiores chances de vencer.

O poder do governo federal para intervir na economia foi o tema principal da noite, principalmente no tocante aos pacotes de ajuda financeira concedidos pelo Executivo para acudir os setores financeiro e industrial.

Romney foi alvejado por Santorum, que lembrou o seu famoso artigo de 2008, intitulado "Deixem Detroit quebrar" --uma crítica aos subsídios federais à indústria automobilística, afetada pela crise internacional.

Justin Sullivan - 22.fev.12/Getty Images/France Presse
Rick Santorum e Mitt Romney se cumprimentam após o debate em Mesa, Arizona, que reuniu os pré-candidatos republicanos
Rick Santorum e Mitt Romney se cumprimentam após o debate em Mesa, Arizona, que reuniu os pré-candidatos republicanos

Embora Santorum também tenha se oposto à iniciativa federal, ele ressaltou que igualmente foi contra o socorro financeiro ao setor bancário.

"Não foi o caso do governador Romney, que apoiou seu colegas em Wall Street e a ajuda para Wall Street (...), e quando foi para o fazer o mesmo para os trabalhadores e pessoas em Detroit, ele disse 'não'", disse Santorum, acrescentando que "para mim, isso não é uma posição consistente".

O senador republicano, que surpreendeu adversários ao ganhar terreno na preferência eleitoral, chegando a superar o favorito Romney em algumas sondagens, não passou incólume.

E foi chamado "conservador postiço" pelo outro pré-candidato Ron Paul, por ter votado em programas federais que hoje diz rejeitar.

Já Romney tentou culpar Santorum por encorajar mais gastos federais por votar cinco vezes no Congresso pela elevação dos limites de financiamento do governo.

 

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