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É preciso fazer mais para conter crise, diz secretário dos EUA
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LUCIANA COELHO
ENVIADA ESPECIAL À CIDADE DO MÉXICO
O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, elogiou neste sábado as ações recentes e os avanços dos líderes europeus, mas disse que ainda é preciso fazer mais para dissipar as dúvidas do cenário econômico global.
"A melhor forma de resolver uma crise é se comprometer a fazer mais do que o necessário", afirmou Geithner em colóquio do Instituto de Finanças Internacional, entidade que representa mais de 450 bancos mundo afora, paralelo ao encontro ministerial do G-20 na Cidade do México.
Geithner, que se disse "impressionado com a velocidade e o nível de cooperação global" atingido na reação à crise, alertou que é preciso focar ainda questões de regulamentação, produção e competitividade.
"Os problemas da Europa não são só fiscais, é importante que as grandes economia europeias continuem promovendo o crescimento."
Apesar do elogio do americano, a expectativa para o encontro é baixa. Após dois dias de reuniões, um comunicado deve ser emitido hoje sublinhando a urgência de uma ação coletiva.
Mas divergências sobre a divisão de responsabilidades no socorro à Europa --sobretudo à Grécia-- persistem entre os diferentes governos, assim como o desacordo entre governos e bancos privados sobre em que medida se deve ampliar a regulamentação do setor financeiro.
Por isso, é provável que se aguarde ao menos até a próxima ministerial e à reunião semestral do Fundo Monetário Internacional, que ocorrem simultaneamente no fim de abril em Washington, para se anunciar medidas conjuntas. Antes, porém, espera-se que a União Europeia anuncie novos passos.
EMERGENTES
Geithner insistiu em elogiar o papel dos emergentes na resposta à crise, sobretudo da China, que disse ter importância "tremenda" na estabilização da economia global. Também afirmou ser bem-vinda a mudança "drástica mas necessária" no redesenho das instituições multilaterais para dar mais espaço a esses países.
O Brasil, assim como seus colegas de BRIC (Rússia, Índia e China) reivindicam mais voz nesses organismos, em troca de um aporte financeiro maior nos pacotes anticrise _resultado de seu maior poder de fogo econômico.
O secretário do Tesouro disse estar otimista com as mudanças na orientação da política econômica de Pequim (em direção ao consumo) e ressaltou que o momento é propício para as reformas, usando como exemplo as mudanças na regulamentação financeira que os EUA tentam implantar.
"A economia americana não está só se recuperando de uma crise, mas fazendo as reformas de que necessita para o futuro", defendeu.
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