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Autoridades identificam autor de vídeo polêmico dos EUA
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DA ASSOCIATED PRESS, EM WASHINGTON
Autoridades federais americanas identificaram um morador do sudoeste da Califórnia como a figura chave por trás do filme anti-islâmico que serviu de gatilho para uma série de protestos contra embaixadas americanas no Oriente Médio, segundo relatou uma fonte da Justiça à agência Associated Press.
Não havia indícios da presença de Nakoula Basseley Nakoula, 55, em sua residência em Cerritos, nas cercanias de Los Angeles, assim que começaram a emergir sobre o seu papel na produção do filme controverso.
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Trechos do filme, chamado de "A Inocência dos Muçulmanos", provocaram islâmicos no Egito, Líbia e Iêmen, que se irritaram com retrato do profeta Maomé feito na produção.
O procurador-geral Eric Holder confirmou nesta quinta-feira que o Departamento de Justiça abriu uma investigação criminal por causa das mortes do embaixador dos EUA na Líbia Chris Stevens e outros três cidadãos americanos no consulado em Benghazi.
Ainda não está claro se a investigação vai focar em Nakoula como parte do processo legal.
Muitos aspectos do filme permanecem um mistério, incluindo quais foram as fontes do financiamento. Vários atores que participaram da produção vieram a público para afirmar que algumas das falas controversas do filme foram dubladas, sem o seu conhecimento.
Também restam várias questões se a filmagem de Nakoula e sua distribuição pela internet chegaram a violar alguma legislação federal.
Nakoula já foi processado por fraudes bancárias na Califórnia em 2010, sendo sentenciado a 21 meses numa prisão federal, além da proibição de se usar computadores, a Internet por cinco anos sem a aprovação de um funcionário de condicional.
O oficial da lei, que falou à AP sob condição de anonimato, confirmou que Nakoula estava relacionado a Sam Bacile, inicialmente identificado como escritor e diretor do filme.
Mais tarde, Bacile se revelou uma falsa identidade. O número de seu telefone celular (usado para dar entrevistas sobre o filme) foi rastreado pela AP e levou à residência de Nakoula.
Embora autoridades policiais tenham sido convocadas até a propriedade de Nakoula na noite de ontem, o porta-voz da polícia de Los Angeles Steve Whitmore disse que o suposto autor da produção não estava em custódia, e que os oficiais somente foram chamados porque a casa foi cercada por dezenas de repórteres e equipes de filmagem.
Anteriormente, Nakoula havia relatado à AP que era um cristão copta. Um representante da Igreja Ortodoxa Copta de Los Angeles divulgou um comunicado hoje negando qualquer envolvimento no "filme inflamatório sobre o profeta do Islã", e que os membros de sua comunidade "não deveriam ser associados com os esforços dos envolvidos" na produção.
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